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	<title>LineUP Brasil &#187; Crítica</title>
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	<description>Festivais, shows e muito mais</description>
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		<title>SWU: Personalidade e esquizofrenia na lama</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 13:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton3188" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2Fcnvbrny&amp;via=lineupbrasil&amp;text=SWU%3A%20Personalidade%20e%20esquizofrenia%20na%20lama&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F11%2F17%2Fswu-personalidade-e-esquizofrenia-na-lama%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><div id="attachment_3190" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_182207.jpg"><img class="size-full wp-image-3190" title="SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_182207" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_182207.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Ricardo Ferreira.</p></div>
<p>Semana passada escrevemos aqui sobre a personalidade do Planeta Terra, um festival que construiu ao longo dos anos uma identidade própria, que supera o lineup de cada ano. É a tendência dos grandes festivais do mundo. A boa notícia é que o SWU parece estar em um bom caminho &#8211; e neste segundo ano, muita coisa evoluiu nesse sentido. Diferente do PT, o SWU é um festival &#8220;rural&#8221;, com todas as vantagens e desvantagens que isso traz &#8211; a dificuldade de acesso, a lama, mas também a distância &#8220;mágica&#8221; da civilização, um horizonte descampado, um aroma mais natural. Vai do seu gosto &#8211; mas já era possível sentir na atmosfera do SWU, principalmente no último dia, uma vibração típica de um grande festival, de identidade entre as pessoas, de curtição do espaço e das bandas. Não por acaso, foi o dia com o lineup mais coerente &#8211; exatamente o oposto do dia anterior, mas falaremos disso mais tarde.</p>
<div id="attachment_3191" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/CLIMA-DIA-3_MH_BIANCA-TATAMIYA_01.jpg"><img class="size-full wp-image-3191" title="CLIMA DIA 3_MH_BIANCA TATAMIYA_01" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/CLIMA-DIA-3_MH_BIANCA-TATAMIYA_01.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bianca Tatamiya.</p></div>
<p>A mudança de local fez bem pro festival &#8211; as 179 mil pessoas que passaram pelo local quase não tiveram problemas pra chegar nem pra se locomover lá dentro &#8211; muito diferente do ano passado. Os palcos tinham uma boa distribuição, distantes o suficiente para não se misturarem e perto o suficiente para não matar ninguém de caminhar. E a grande arquibancada entre os dois palcos principais era um refúgio perfeito pra quem preferia ficar um pouco mais longe e descansar um pouco. Infeliz só foi a localização do palco Heineken (eletrônico), que vazava todo o som atrapalhando o New Stage.</p>
<div id="attachment_3192" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_BIANCA-TATAMIYA_38.jpg"><img class="size-full wp-image-3192 " title="SWU2011_MH_BIANCA TATAMIYA_38" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_BIANCA-TATAMIYA_38.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Tenda eletrônica. Foto: Bianca Tatamiya.</p></div>
<p>Tá, e agora chega de elogiar (haha). Sério, o festival melhorou muito e consistentemente neste ano &#8211; mas algo está errado. E está diretamente ligado a um lineup esquizofrênico e pouco ousado, apostando em bandas que já passaram por aqui e são &#8220;garantias de público&#8221;. Como ficou provado, não são garantia de nada (os ingressos pra nenhum dos dias esgotou), e o dia mais cheio (70 mil pessoas) foi justamente o que arriscou, se não com bandas novas, pelo menos com bandas mais lado B do metal e afins (311, Down, Primus). Esse tipo de novidade atraiu muita gente. O segundo dia, que teve até o insosso do Peter Gabriel (sem comentários aqui), perdeu sua melhor atração (os americanos do Modest Mouse) e amargou, com justiça, o pior público do evento.</p>
<p>Se por um lado parece ter resolvido boa parte dos problemas estruturais e achado um lugar que pode criar um clima bem bacana (principalmente se não chover, motivo pelo qual a organização quer mudar o festival pra setembro), por outro precisa olhar com mais cuidado para o lineup &#8211; porque é dali que nasce a personalidade de um festival. E da mesma forma como dizemos no caso do Planeta Terra, uma vez definida essa linha, não é necessário trazer a maior banda do mundo &#8211; mas apenas ser coerente com essa personalidade. Porque aí sim as pessoas irão se identificar com algo maior &#8211; diferente do que aconteceu desta vez, onde era possível ver tribos tão distintas como funkeiras, caubóis, indies e metaleiros (fora os fritos da tenda eletrônica). Era impossível se identificar com o ambiente. Nesse grande circo esquizofrênico, o festival perde todo seu sabor, e vira só um amontoado de shows. E com a lama, fica ainda pior.</p>
<p>PRIMEIRO DIA</p>
<div id="attachment_3194" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_0018.jpg"><img class="size-full wp-image-3194" title="SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_0018" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_0018.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Tyler The Creator. Foto: Flora Pimentel.</p></div>
<p>O primeiro dia do festival começou bem&#8230; mal. Tirando Matt &amp; Kim, que não vi e não soube de ninguém que viu (mas li que foi um show bom e acredito, pq eles sempre fazem bons shows), a primeira decepção: showzinho morno do Tyler the Creator e sua trupe do OFWFTKA. Ainda mais decepcionante pq era uma das poucas atrações realmente &#8220;quentes&#8221; em um festival cheio de coisa velha. Pena.</p>
<p>Daí pra frente foi ladeira abaixo: no New Stage, Ghostland Observatory fez um show pra quase ninguém, enquanto num dos palcos principais Snoop Dogg se divertia tocando samba (Oi???) &#8211; mais ou menos. Sei lá, teve quem gostou. Depois de um show incrível no começo do ano, lá no Chile, Kanye West voltou à sua forma megalomaníaca e fez um show megachato &#8211; no mínimo. E aí veio o Black Eyed Peas.</p>
<div id="attachment_3195" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_235728.jpg"><img class="size-full wp-image-3195" title="SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_235728" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_235728.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Fergie. Foto: Ricardo Ferreira.</p></div>
<p>Que, bom, é o Black Eyed Peas, certo? Não vamos pedir nada além disso. Aí a Fergie dança, o will.i.am canta e tal, até que funciona, mas aí a parada vira meio que uma discotecagem, e lá pro meio tá tocando tipo Nirvana e Blur. Sério. Tipo casamento. Er&#8230; aí acabou.</p>
<p>SEGUNDO DIA</p>
<p>Conheço algumas pessoas que decidiram de última hora ir pro segundo dia do festival &#8211; principalmente por causa do Modest Mouse. Ainda não se recuperaram do choque.</p>
<p>Não que o dia tenha começado mal, veja bem: como é de costume, o !!! fez um show incrível, e o vocalista Nic Offer incendiou a galera apesar do figurino bizarro que escolheu usar. Mas aí caiu a bomba: sem seus intrumentos, que não chegaram por conta de um problema com a transportadora, o show do Modest Mouse foi cancelado. Nem tinha muito clima, mas o Playing for Change fez um show mais ou menos, apesar do exagero nos apelos &#8220;gostem da gente, acessem nosso site&#8221;. Enquanto isso, Chris Cornell fazia cover dele mesmo com banquinho e violão, show chato e arrastado. Talvez funcionasse em outro lugar, mas ali não rolou.</p>
<div id="attachment_3200" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_ROGERIOVONKRUEGER_210620.jpg"><img class="size-full wp-image-3200" title="SWU2011_MH_ROGERIOVONKRUEGER_210620" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_ROGERIOVONKRUEGER_210620.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Simon Le Bon. Foto: Rogério Von Krueger.</p></div>
<p>Duran Duran entrou no mesmo horário que o Hole. Quem estava acompanhando os ingleses adorou: sem medo da cafonice-eighties, Simon Le Bon desfilou hits antigos e as novas composições pra uma platéia animadíssima &#8211; mas bizarramente misturada. Pensando bem, era de se esperar &#8211; mas valeu a pena. Enquanto isso&#8230;</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_214908-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3199" title="SWU2011_MH_MARCOSHERMES_214908-2" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_214908-2.jpg" alt="" width="560" height="386" /></a></p>
<p>Quando Courtney Love decidiu tentar a carreira cinematográfica, muita gente estranhou e atirou a primeira pedra. Mas a verdade é que se tem algo que a garota (haha, modo de dizer) tem de verdadeiro é essa capacidade de interpretar o papel que se espera dela. E a Courtney do Hole é como todos queremos: bagaceira, briguenta, cheia de marra &#8211; e obviamente, uma péssima cantora. Mas quem se importa? Durante o tempo que durou seu show, ela brigou com gente da platéia, mostrou os peitos, cantou TRÊS covers e quis criar treta com o o Dave Grohl &#8211; e obviamente levou uma grande vaia. Tudo isso não impediu a moça (haha, de novo, licença poética) de fazer um puta show &#8211; pra quem gosta, bagunçado, barulhento, esquisito, atrapalhado. Enfim, Rock&#8217;n roll.</p>
<p>Não vamos comentar sobre o Peter Gabriel. Nem sobre a equipe dele tentando tirar o Ultraje a Rigor mais cedo do palco, nem sobre o show tedioso e patético que fizeram.</p>
<div id="attachment_3201" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_173757.jpg"><img class="size-full wp-image-3201" title="SWU2011_MH_MARCOSHERMES_173757" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_173757.jpg" alt="" width="560" height="460" /></a><p class="wp-caption-text">Skynyrd Nation. Foto: Marcos Hermes.</p></div>
<p>Eu fico pensando no público que foi lá ver o Lynyrd Sykynyd. SÓ eles. Pra essa galera, o festival foi um desfile bizarro, por mais que eles mesmos, com seus cabelos compridos, bandanas e bandeiras do Alabama, sejam BEM esquisitos. Mas o fato é que quando os veteramos entraram no palco, deixaram pra trás qualquer crítica de que são &#8220;só uma banda cover&#8221; (apenas UM membro original continua na banda) pra fazer um show intenso e antológico, cheio de emoção e empolgação. Pra uma banda tão clássica, é algo de louvável que ainda tenham tanto gás pra tocar. Incrível.</p>
<p>TERCEIRO DIA</p>
<div id="attachment_3205" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_145830_PEDROCARRILHO.jpg"><img class="size-full wp-image-3205" title="SWU2011_MH_145830_PEDROCARRILHO" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_145830_PEDROCARRILHO.jpg" alt="" width="560" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">Black Rebel Motorcycle Club. Foto: Pedro Carrilho.</p></div>
<p>Apesar de colocar lado a lado indies e metaleiros, o terceiro dia não parecia propor uma convivência tão improvável &#8211; e é mesmo possível que um ou outro fã do Megadeth ou do Down tenha descoberto o Black Rebel Motorcycle Club, que fez um show irretocável. Denso, barulhento na medida certa, sem se entregar demais às distorções viajantes que caracterizam o trabalho mais recente da banda, surpreenderam até aqueles que tinham expectativas bem altas &#8211; como eu. Rock&#8217;n roll pra gente grande, bem tocado e bem sentido. Deu gosto de ver.</p>
<p>Down veio a seguir, já com o jogo meio ganho &#8211; Phil Anselmo, desde a época do Pantera, tem por aqui uma legião de fãs. E não decepcionou nenhum deles. Assim como o 311, que veio depois, pra delírio da galera headbanger. Enquanto isso, os mais indies davam chance ao The Black Angels, que fazia um show bem bom no New Stage &#8211; mas que vi só um pedaço, pra procurar um lugar pra ver de perto o Sonic Youth.</p>
<div id="attachment_3206" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_201019.jpg"><img class="size-full wp-image-3206" title="SWU2011_MH_MARCOSHERMES_201019" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCOSHERMES_201019.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Sonic Youth. Foto: Marcos Hermes.</p></div>
<p>Sinceramente, não importa muito essa história de se o SY vai se separar ou não. Os mais devotados ficam buscando sinais ocultos que expliquem ou indiquem algo; mas no fundo, é sempre aquela velha história: boy meets girl, paixão, rock&#8217;n roll, estrada, aí um dia a coisa acaba. Nada mais natural. O que não impede a banda de ser uma banda e tanto no palco &#8211; intensa, entregue, profunda. O Sonic Youth não se preocupa (mais) em agradar ninguém &#8211; se deixa pro final os dois hits fáceis (Sugar Kane &#8211; cantada com certo desleixo, achei- e Teenage Riot), traz outros &#8220;hits&#8221; menos óbvios de outras fases, coisas de fãs ou coisas musicalmente mais complexas. Fizeram um show antológico, que provavelmente não agradou todo mundo, mas debaixo de uma chuva chata, lavou a alma de quem gosta da banda.</p>
<p>Outra das poucas novidades do festival, o Crystal Castles também amargou um público pequeno, já que boa parte da galera já se dirigia ao palco principal pra ver o Stone Temple Pilots. O que não impediu Alice Glass de cantar com a energia de sempre, e de logo no começo já se jogar no meio do público.</p>
<div id="attachment_3207" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_BIANCATATAMIYA_225115.jpg"><img class="size-full wp-image-3207" title="SWU2011_MH_BIANCATATAMIYA_225115" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_BIANCATATAMIYA_225115.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Crystal Castles. Foto: Bianca Tatamiya.</p></div>
<p>Stone Temple Pilots fez o que se esperava: super-banda com super-hits empolga super-público. Simples assim. Sem segredo, sem erro, mas também acho sem-graça. Exatamente o oposto do Faith No More: Mike Patton sabe que é um mito. E não se acomoda nesse papel; vestido de pai-de-santo, faz de tudo um pouco: grita, fala português macarrônico, xinga, canta romântico, chama um coral, arma o circo e toca fogo &#8211; isso sim é rock&#8217;n roll. Patton sacia a fome tanto de quem mal conhece a banda quanto do fã mais ardoroso, mostrando a todo o lineup do festival o que é ser um rock star de verdade.</p>
<div id="attachment_3208" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_004335.jpg"><img class="size-full wp-image-3208" title="SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_004335" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_004335.jpg" alt="" width="560" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">Mike Patton. Foto: Wilian Aguiar.</p></div>
<p>Mais fotos:</p>
<div id="attachment_3209" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_155954_PEDROCARRILHO.jpg"><img class="size-full wp-image-3209" title="SWU2011_MH_155954_PEDROCARRILHO" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_155954_PEDROCARRILHO.jpg" alt="" width="560" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">Phil Anselmo. Foto: Pedro Carrilho.</p></div>
<div id="attachment_3210" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_CAROLINEBITTENCOURT_211847.jpg"><img class="size-full wp-image-3210" title="SWU2011_MH_CAROLINEBITTENCOURT_211847" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_CAROLINEBITTENCOURT_211847.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Sonic Youth. Foto: Caroline Bittencourt.</p></div>
<div id="attachment_3211" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_163506.jpg"><img class="size-full wp-image-3211" title="SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_163506" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_FLORAPIMENTEL_163506.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">!!!. Foto: Flora Pimentel.</p></div>
<div id="attachment_3212" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCELOPEREIRA_213031_4544.jpg"><img class="size-full wp-image-3212" title="SWU2011_MH_MARCELOPEREIRA_213031_4544" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_MARCELOPEREIRA_213031_4544.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Marcelo Pereira.</p></div>
<div id="attachment_3213" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_PEDROCARRILHO_194656.jpg"><img class="size-full wp-image-3213" title="SWU2011_MH_PEDROCARRILHO_194656" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_PEDROCARRILHO_194656.jpg" alt="" width="560" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Pedro Carrilho.</p></div>
<div id="attachment_3214" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_174637.jpg"><img class="size-full wp-image-3214" title="SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_174637" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_RICARDOFERREIRA_174637.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Ricardo Ferreira.</p></div>
<div id="attachment_3215" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_230247.jpg"><img class="size-full wp-image-3215" title="SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_230247" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_230247.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Stone Temple Pilots. Foto: Wilian Aguiar.</p></div>
<div id="attachment_3216" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_231059.jpg"><img class="size-full wp-image-3216" title="SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_231059" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/11/SWU2011_MH_WILIANAGUIAR_231059.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Lynyrd Skynyrd. Foto: Wilian Aguiar.</p></div>
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		<title>The Kills: Wild at Heart</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/10/28/the-kills-wild-at-heart/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 21:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[popload gig]]></category>
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		<description><![CDATA[TweetExistiu uma distância quilométrica entre o show do The Kills que vi recentemente no Lollapalooza e o de ontem a noite, no Beco aqui em SP. E ela podia ser medida pela altura do palco que separava Alison Mosshart e Jamie Hince do público lá em Chicago, um dos principais palcos do gigantesco festival. Não é preciso muito mais do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton3094" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F6frw3gs&amp;via=lineupbrasil&amp;text=The%20Kills%3A%20Wild%20at%20Heart&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F10%2F28%2Fthe-kills-wild-at-heart%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><div id="attachment_3096" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thekills09.jpg"><img class="size-full wp-image-3096  " title="thekills09" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thekills09-e1319834801198.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Alison em chamas. Repare que sua blusa de oncinha combina com o tecido de fundo do palco (!?).</p></div>
<p>Existiu uma distância quilométrica entre o show do The Kills que vi recentemente no Lollapalooza e o de ontem a noite, no Beco aqui em SP. E ela podia ser medida pela altura do palco que separava Alison Mosshart e Jamie Hince do público lá em Chicago, um dos principais palcos do gigantesco festival.</p>
<p>Não é preciso muito mais do que um olhar de Alison no palco pra você entender do que é feito o som do The Kills: sentimento em estado bruto, um blues moderno e selvagem que faz ainda mais sentido ao vivo do que em estúdio. E no Beco, a poucos metros de seus devotados fãs, ela pode destilar sua paixão enquanto deixava escorrer pelos poros (literalmente), cada gota de paixão contida em suas letras e suas harmonias secas e cruas.</p>
<p>O show já começa com a incrível &#8220;No Wow&#8221;, e daí pra frente a rotina se repete: praticamente todas as músicas são cantadas junto pelo público, em hipnótica sedução. Alison grita, estica os braços, distribui autógrafos, arranca nossos corações e lança seu olhar cortante com precisão; e não à toa, o esconde sob a vasta cabeleira em chamas &#8211; aquele olhar corre o risco causar sérios estragos.</p>
<p>O público é uma atração a parte: há tanto trintões que se renderam ao quê obscuro do The Kills quanto jovens seduzidos pelo lado &#8220;cool&#8221; da banda. E o show entrega diversão pra ambos os lados sem ser desonesto em nenhum momento. É intenso, verdadeiro, sentido até a raiz do cabelo.</p>
<p>É difícil falar de um &#8220;ponto alto&#8221;. Até as músicas do último trabalho, Blood Pressures, já se tornaram conhecidas fáceis dos fãs. &#8220;Heart is a Beating Drum&#8221;, &#8220;DNA&#8221; ou a linda &#8220;The Last Goodbye&#8221; já se tornaram hinos para corações em febre. E nas &#8220;clássicas&#8221;, como &#8220;Cheap and Cheerful&#8221; ou &#8220;URA Fever&#8221;, a coisa realmente explode. E Alison queima, queima, queima.</p>
<p>Há um nítido contraste na dupla: se por um lado Alison é uma fera arisca, escondendo-se muitas vezes sob o cabelo ou com um sorriso tímido, quase incrédulo, ou amparando-se no parceiro &#8211; Jamie é um leopardo dominante, orgulhoso de sua posição de popstar, que chama a platéia e enfrenta com virilidade os riffs duros e cíclicos que compõem o som da banda. Enquanto ele parece ser mais autosuficiente, Alison visivelmente se alimenta da energia da platéia, como um animal, um vampiro de corações e almas. Mas se este é o preço pra te ver no palco, Alison Mosshart, eu sou todo seu &#8211; mesmo que por uma noite.</p>
<p>Dá uma olhada nesse vídeo incrível deles tocado &#8220;DNA&#8221;:</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SlGU2be_CpA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Vídeo de smonasterios (http://www.youtube.com/user/smonasterios)</p>
<p>Setlist do show de ontem:</p>
<div style="text-align: center;" class="setlistImage"><a href="http://www.setlist.fm/setlist/the-kills/2011/beco-203-sp-sao-paulo-brazil-3d1b1ef.html" title="The Kills Setlist Beco 203 - SP, São Paulo, Brazil 2011" target="_blank"><img src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=3d1b1ef" alt="The Kills Setlist Beco 203 - SP, São Paulo, Brazil 2011" style="border: 0;" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/the-kills/2011/beco-203-sp-sao-paulo-brazil-3d1b1ef.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/the-kills-2bd6985a.html">More The Kills setlists</a></div>
</div>
<p>Dá uma olhada também como foi o shows deles no Lollapalooza <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2011/08/06/lollapalooza-2011-primeiro-dia/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Veja mais fotos do show no <a href="http://www.facebook.com/lineupbrasil" target="_blank">Facebook</a> do Lineup Brasil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cut Copy em SP</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TweetPor Gisele Pungan Não sei se foram os dois meses que passei quase em retiro espiritual na Índia, mas me surpreendi com a gritaria no show do Cut Copy no HSBC Brasil ontem em São Paulo. Parecia que eu estava no Circo Voador, assistindo a banda com os sempre empolgadíssimos cariocas, que cantam todas as músicas do começo ao fim. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton3083" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F5ukp5yp&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Cut%20Copy%20em%20SP&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F10%2F24%2Fcut-copy-em-sp%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><div id="attachment_3084" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Captura-de-tela-2011-10-24-às-11.06.17.png"><img class="size-full wp-image-3084" title="Captura de tela 2011-10-24 às 11.06.17" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Captura-de-tela-2011-10-24-às-11.06.17-e1319461738826.png" alt="" width="560" height="380" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Taiz Dering/ UOL</p></div>
<p><em>Por Gisele Pungan</em></p>
<p>Não sei se foram os dois meses que passei quase em retiro espiritual na Índia, mas me surpreendi com a gritaria no show do Cut Copy no HSBC Brasil ontem em São Paulo. Parecia que eu estava no Circo Voador, assistindo a banda com os sempre empolgadíssimos cariocas, que cantam todas as músicas do começo ao fim. Confesso que achei que a animação não combinou muito, pra mim o Cut Copy era uma banda de eletrorock com um toque sombrio, e o clima ensolarado me soou estranho. Azar o meu, porque as outras mil novecentas e noventa e nove pessoas que lotavam a pista pareciam estar adorando. E a banda também.</p>
<p>O Cut Copy foi recebido com uma ovação incrível, e o público não desanimou durante o show. O vocalista Dan Whitford poderia enganar com seu visual coxinha-camisa-social-azul, mas se contaminou com a alegria do público e se descabelou logo de começo. No hit Lights &amp; Music a empolgação era tanta que ele dava a mão para a platéia na primeira fila, no maior estilo Roberto Carlos. Pra completar o clima de festa, era aniversário do baixista Ben Browning, e a primeira música do bis acabou sendo “happy birthday to you”.</p>
<p>Não imaginava que o público de São Paulo fosse tão fã da banda. O show teve bastante músicas do novo álbum, muito menos hypado e tocado nas pistas da cidade que “In Ghost Colours”, o primeiro trabalho dos australianos. Mesmo assim, todo mundo parecia ter as letras na ponta da língua, e a pista estava muito mais para uma balada dançante que para uma apresentação de música. Pela a animação da galera, parece que valeu a pena esperar quatro meses depois que o vulcão chileno impediu o Cut Copy de chegar ao Brasil.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/N8L3HqFrPEg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Video: Rodolfo Yuzo (http://www.youtube.com/user/RodolfoYuzo)</p>
<p>Set-list:</p>
<div style="text-align: center;" class="setlistImage"><a href="http://www.setlist.fm/setlist/cut-copy/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-73d04a25.html" title="Cut Copy Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011, Zonoscope" target="_blank"><img src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=73d04a25" alt="Cut Copy Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011, Zonoscope" style="border: 0;" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/cut-copy/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-73d04a25.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/cut-copy-4bd6a3ea.html">More Cut Copy setlists</a></div>
</div>
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		<title>Clapton, Deus e a coisa toda</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/10/13/clapton-deus-e-a-coisa-toda/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 15:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Clapton]]></category>

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		<description><![CDATA[TweetA primeira vez que vi um show do Eric Clapton, eu vi Jesus Cristo. Ou melhor, vi a estátua do Cristo Redentor, iluminada no céu do Rio de Janeiro e que podia ser vista da arquibancada do sambódromo, onde foi o show. O momento teve algo de simbólico, claro, pra mim e toda uma platéia encantada e hipnotizada pela lenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton3030" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F5wm4tm5&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Clapton%2C%20Deus%20e%20a%20coisa%20toda&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F10%2F13%2Fclapton-deus-e-a-coisa-toda%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><div id="attachment_3031" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/clapton_620.jpg"><img class="size-full wp-image-3031" title="clapton_620" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/10/clapton_620-e1318519514735.jpg" alt="" width="560" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Raul Zito/G1</p></div>
<p>A primeira vez que vi um show do Eric Clapton, eu vi Jesus Cristo. Ou melhor, vi a estátua do Cristo Redentor, iluminada no céu do Rio de Janeiro e que podia ser vista da arquibancada do sambódromo, onde foi o show. O momento teve algo de simbólico, claro, pra mim e toda uma platéia encantada e hipnotizada pela lenda do bluesman inglês.</p>
<p>Uma lenda que se sobrepõe, obviamente, ao homem que se apresenta ali ao vivo. Assim como aconteceu ontem, no show aqui em São Paulo, o público desse tipo de espetáculo está em busca muito mais do que aquele artista fez no passado do que ele pode vir a fazer no palco. Isso pode ser tornar uma armadilha pro show, virando uma espécie de álbum de memórias, frio e desprovido de alma.</p>
<p>O show de Clapton, ontem no Morumbi, fica o tempo todo nessa linha tênue. Quando se entrega aos hits, parece algo burocrático; mostra mais vigor nas composições menos conhecidas, o que é notável. Mas se já se vai longe o tempo em picharam nos muros de Londres &#8220;Clapton is God&#8221;, são muitos os momentos ao longo do show em que é possível vislumbrar o toque do gênio. Clapton não precisa mais provar nada pra ninguém, já tem seu posto garantido de um dos maiores da história. Clássico e revolucionário, hoje é um tiozinho simpático como boa parte das 45 mil pessoas que se juntaram ali para reverenciá-lo. Entra, faz seu trabalho com primor e se vai sem estardalhaço. A banda é sensacional e os arranjos são de uma elegância invejável, encorpados com uma dupla de backing vocals e teclados sensacionais. Não é uma experiência divina, mas é um encontro reconfortante com o prazer da música. Música pra gente grande.</p>
<p>Destaque merece o guitarrista americano Gary Clark Jr, que fez o show de abertura &#8211; vigoroso, tecnicamente impecável e com paixão à flor da pele, trilhando o caminho do blues do mestre Clapton mas colocando mais peso, lembrando quase um Steppenwolf às vezes. Abriu os trabalhos com classe.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7jtjwoT7JOo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<div style="text-align: center;" class="setlistImage"><a href="http://www.setlist.fm/setlist/eric-clapton/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-13d061d9.html" title="Eric Clapton Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011" target="_blank"><img src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=13d061d9" alt="Eric Clapton Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011" style="border: 0;" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/eric-clapton/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-13d061d9.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/eric-clapton-1bd6ad58.html">More Eric Clapton setlists</a></div>
</div>
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		<title>Screamadelica, (ao) vivo e pulsante</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/09/27/screamadelica-ao-vivo-e-pulsante/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 13:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[primal scream]]></category>
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		<description><![CDATA[Tweet Entre diversos lançamentos musicais que chacoalharam o mundo em 1991, dois não poderiam ser mais antagônicos: enquanto na Inglaterra Bobbie Gillespie e seu Primal Scream lançavam seu Screamadelica, um filho bastardo do rock cruzando com gêneros pouco usuais como a eletrônica, o dub e o acid house &#8211; encharcado em doses generosas de ecstasy e MDMA- do outro lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2989" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F5w6up6v&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Screamadelica%2C%20%28ao%29%20vivo%20e%20pulsante&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F09%2F27%2Fscreamadelica-ao-vivo-e-pulsante%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_4450.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2994" title="IMG_4450" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_4450-e1317130199468.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a></p>
<p>Entre diversos lançamentos musicais que chacoalharam o mundo em 1991, dois não poderiam ser mais antagônicos: enquanto na Inglaterra Bobbie Gillespie e seu Primal Scream lançavam seu Screamadelica, um filho bastardo do rock cruzando com gêneros pouco usuais como a eletrônica, o dub e o acid house &#8211; encharcado em doses generosas de ecstasy e MDMA- do outro lado do Atlântico o Nirvana jogava nas ruas o seu Nevermind, enfurecido, cru, violento. Enquanto o Primal dizia &#8220;We wanna be free (..) /We wanna get loaded/ and we wanna have a good time&#8221; (&#8220;Nós queremos ser livres/ queremos ficar doidões/ e queremos ter um momento legal&#8221;), o Nirvana dizia coisas como &#8220;It&#8217;s now my duty to completely drain you&#8221; (&#8220;é agora meu dever sugar completamente você&#8221;). Enquanto a festa rolava solta pros ingleses, em Seattle as coisas pareciam bem soturnas.</p>
<p>Impossível dizer, é claro, o que teve mais impacto naquele momento. Provavelmente todos os críticos irão concordar que musicalmente Nevermind mexeu mais com o universo como nós o conhecíamos &#8211; mas agora, 20 anos depois, é difícil ter essa clareza. Kurt Cobain deu um tiro na cabeça, aquela angústia toda parece um pouco deslocada nos dias de hoje, e quando você entra no show comemorativo de 20 anos do Screamadelica, é impossível não sair de lá grato por esse disco ter sido feito, com um saudosismo nada melancólico, mas cheio de paixão e energia.</p>
<p>Foi isso que aconteceu no último sábado, quando o Primal Scream passou por São Paulo apresentando a turnê comemorativa de 20 anos do seu disco Screamadelica, dentro do festival Popload Gig, agora na sétima edição. Pra um HSBC bastante cheio (mas não lotado) de uma platéia bem madura (haha, pra não dizer mais velha), a banda tocou o disco na íntegra e mais alguns sucessos de outros discos. Apesar de genial, Screamadelica tem um problema: seu psicodelismo lá pelo meio do disco cansa um pouco, e o risco ao vivo era disso quebrar o clima do público. Mas as pequenas inversões na ordem do disco durante o show não só quebram a previsibilidade como criam uma nova organicidade, e se o show começa (como no disco) com a sequência &#8220;Movin&#8217; on Up&#8221;, &#8220;Slip Inside This House&#8221; e &#8220;Don&#8217;t Fight it, Feel it&#8221;, fica para o final uma sequência matadora com &#8220;Higher than the Sun&#8221;, &#8220;Loaded&#8221; e &#8220;Come Together&#8221;.</p>
<p>Bobby Gillespie canta com um invejável frescor juvenil, e é difícil imaginar que aquilo tudo não foi composto ontem mesmo tamanha a paixão com que ele se entrega ao seu ritual rock-dance-psicodélico. É impossível não se contagiar, e quando vc percebe todo mundo está se mexendo de uma forma mais ou menos coordenada, como em um transe, como em um culto hedonista: Screamadelica ao vivo tem essa capacidade pulsante quase hipnotizante.</p>
<p>Quando o disco em si acaba, a banda sai e volta para o Bis, e entrega três músicas de outros discos: &#8220;Country Girl&#8221;, &#8220;Jailbird&#8221; e &#8220;Rocks&#8221;, todas pesadas e com uma pegada bem mais rock&#8217;n roll, deixando a viagem do Screamadelica pra trás. É como se a banda dissesse: 20 anos se passaram, fizemos nossa pequena viagem no tempo, mas agora estamos de volta. Vamos pra rua, que o século 21 está aí. Mas vamos continuar nos divertindo.</p>
<p>Sim, Sr. Gillespie e companhia, vamos continuar.</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/wWBCdwDCqxA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>*Em alguns dias acompanhe aqui nossa cobertura em vídeo gravada no dia do show. Aguarde.</p>
<p>Set-list do show:</p>
<div style="text-align: center;" class="setlistImage"><a href="http://www.setlist.fm/setlist/primal-scream/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-13d01169.html" title="Primal Scream Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011, Screamadelica Live Tour" target="_blank"><img src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=13d01169" alt="Primal Scream Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011, Screamadelica Live Tour" style="border: 0;" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/primal-scream/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-13d01169.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/primal-scream-13d6bde5.html">More Primal Scream setlists</a></div>
</div>
<p>Foto: Zé Roberto Pereira. Vídeo: Silvio Micelli (http://www.youtube.com/user/SylvioMicelli).</p>
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		<item>
		<title>Errors: maturidade com vigor juvenil</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/06/20/errors-maturidade-com-vigor-juvenil/</link>
		<comments>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/06/20/errors-maturidade-com-vigor-juvenil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 18:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
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		<category><![CDATA[errors]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Eu sempre suspeito quando bandas são muito hypadas logo no primeiro CD. Ainda mais bandas do estilo do Errors, muito calcadas na parafernália eletrônica; no fim, é sempre ao vivo que a gente pode ver quanto daquela música é truque de produção e quanto realmente é rock&#8217;n roll. Pois os escoceses do Errors chegaram no último sábado em SP [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2646" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F3uo5dc7&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Errors%3A%20maturidade%20com%20vigor%20juvenil&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F06%2F20%2Ferrors-maturidade-com-vigor-juvenil%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_1117b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2648" title="IMG_1117b" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_1117b.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a></p>
<p>Eu sempre suspeito quando bandas são muito hypadas logo no primeiro CD. Ainda mais bandas do estilo do Errors, muito calcadas na parafernália eletrônica; no fim, é sempre ao vivo que a gente pode ver quanto daquela música é truque de produção e quanto realmente é rock&#8217;n roll.</p>
<p>Pois os escoceses do Errors chegaram no último sábado em SP pra mostrar a que vieram. Tiveram uma tarefa árdua já na disputa pelo público: no vizinho Beco, o The Cribs aparecia como principal atração da noite, com uma carreira mais longa, produtores famosos e a honra de ter tido um ex-Smiths na guitarra. O resultado é que boa parte do público do Errors parecia meio deslocado, mais ali pela balada do tal Whysky Festival do que pelo som da banda. Na real, a maior parte do público parecia sequer conhecer os caras.</p>
<p>Mas um dos sinais de uma banda madura está aí: quando ela consegue entrar no palco e não se abalar por um público distante. E sabe conquistá-lo degrau a degrau, com vitalidade e segurança, até tê-lo inteiro em suas mãos; e é exatamente o que aconteceu no show do Errors. Não que os garotos sejam particularmente simpáticos, veja bem; o contato com o público é pequeno e sempre tímido. Mas é na música que eles mostram sua energia, com os instrumentos ao vivo colocando muito mais peso às músicas de seus dois discos lançados até então. Mas o peso da bateria de James Hamilton não chega a abafar as sutilezas das programações de Stephen Livinstone, uma espécie de maestro eletrônico da banda, criando camadas que vão se superpondo e criando uma atmosfera insuportavelmente dançante. Impossível ficar parado, como concordaram aqueles que, mesmo não conhecendo a banda, se entregaram ao seu talento. Foi um show curto no final das contas (por volta de uma hora), mas intenso.</p>
<p>Olhaí:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/hYfqbqVruIM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/6ujizI7Nx4k" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/huojj3bVIo4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/5eCLkmiCGFY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>U2: Muito melhor que a coisa real</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/04/11/u2-muito-melhor-que-a-coisa-real/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 16:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[u2]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Todo mundo sabe que existe o U2 &#8220;de verdade&#8221;, aquele que não se renova musicalmente, que tem o ativista chato Bono como vocalista e que ocupa o posto não necessariamente louvável de &#8220;maior banda do planeta&#8221;. Mas o que acontece com a banda ao vivo transcende essa realidade, elevando-a a uma condição quase mítica ou religiosa. Não sou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2403" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F3t9so2j&amp;via=lineupbrasil&amp;text=U2%3A%20Muito%20melhor%20que%20a%20coisa%20real&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F04%2F11%2Fu2-muito-melhor-que-a-coisa-real%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/IMAG0176.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-2405" title="IMAG0176" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/IMAG0176-1024x613.jpg" alt="" width="553" height="331" /></a></p>
<p>Todo mundo sabe que existe o U2 &#8220;de verdade&#8221;, aquele que não se renova musicalmente, que tem o ativista chato Bono como vocalista e que ocupa o posto não necessariamente louvável de &#8220;maior banda do planeta&#8221;. Mas o que acontece com a banda ao vivo transcende essa realidade, elevando-a a uma condição quase mítica ou religiosa. Não sou o primeiro a comparar os shows da banda com cultos conduzidos por Bono com dedicada precisão, numa mistura de auto-ajuda, política e, claro &#8211; catarse.</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/DSC030991.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2413" title="DSC03099" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/DSC030991-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>É claro que todo o aparato tecnológico que evoluiu junto com as turnês da banda vem de encontro a esse objetivo, seduzindo os espectadores com um universo de imagens e movimento que engrossa o caldo musical em busca do êxtase coletivo. O que impressiona nesta turnê 360° é como a banda parece ter atingido o estado da arte com a mega estrutura em forma de aranha (ou garra, como eles preferem) que fica localizada no centro do estádio. É impossível não se impressionar ao entrar no ambiente e se deparar com aquele monstro de 46 metros de altura no meio do campo. E isso quando as luzes do estádio ainda estão acesas. Quando elas se apagam, o arrebatamento é inevitável.</p>
<p>Existem 3 dimensões nítidas para o espetáculo do U2. A primeira é a grandiosa: quando a garra se acende, dispara luzes e se ilumina toda, vc tem uma visão geral quase apocalíptica, como uma nave alien pousada bem ali, na sua frente. Sim, é megalomaníaco ao extremo, mas é também lúdico, como um grande brinquedo que vc fica observando se transformar sob os seus olhos.</p>
<p>A segunda dimensão é a do telão pendurado na garra: um grande videoclipe ao vivo, com imagens do palco e efeitos reproduzidos numa estrutura também circular com uma resolução absurda. Não é difícil vc se pegar hipnotizado pelas imagens, simplesmente esquecendo que ali em baixo existe um palco. Obviamente, isso é intencional &#8211; e não por acaso, uma hora o telão simplesmente se expande para baixo &#8220;engolindo&#8221; a banda. O efeito aqui é sinestésico, sensorial.</p>
<p>E há finalmente, é claro, a terceira dimensão, a banda; Bono, The Edge, Adam e Larry, ocupando o palco circular como podem (até a bateria de Larry Mullen gira pra todos os lados). Apesar do uso relativamente amplo do ambiente, circulando efetivamente pelos 360 graus, é curioso como os 4 têm muitos momentos próximos, tocando juntos como há muito não se via. É como se precisassem reforçar o núcleo genético que sustenta toda aquela parafernália.</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/DSC03082.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2414" title="DSC03082" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/04/DSC03082-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Ok, vc pode dizer: o espetáculo parece muito bem pensado, mas e a música? Fica difícil separar uma coisa da outra nessas condições tão, digamos, hollywoodianas. Como todo culto, o U2 tem milhares de seguidores fiéis, que cantam junto até as coisas menos felizes da sua discografia. E há os clássicos, músicas que marcaram nossas vidas e que já estão no inconsciente, e sem perceber vc se pega cantando também, arrebatado por toda a experiência sensorial. Querer analisar &#8220;musicalmente&#8221; o show do U2 é ignorar o conjunto da obra, num exercício inútil de frieza e cinismo. O espetáculo é maior que tudo isso.</p>
<p>MUSE</p>
<p>O show do MUSE na abertura foi bom, mas curto e a equalização de som pronta para o U2 não favoreceu as músicas repletas de distorções da banda, que viravam uma maçaroca sonora indistinguível. Mas o trio composto por Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard tem força e presença; e é curioso pensar nas proximidades com a atração principal da noite. O Muse também tem uma certa tendência para a grandiloquência, e se o som do U2 em determinado momento representou uma geração, o Muse tem no seu som caótico e desesperado um retrato de nosso tempo, sem perder um pé no pop. Sério candidato ao lugar do U2.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/7uiJbVNmgpE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Set-lists:</p>
<div class="setlistImage" style="text-align: center;">
<p><a title="Muse Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011, Supporting U2 360° Tour" href="http://www.setlist.fm/setlist/muse/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-53d3b759.html" target="_blank"><img style="border: 0;" src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=53d3b759" alt="Muse Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011, Supporting U2 360° Tour" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/muse/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-53d3b759.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/muse-53d6ebd5.html">More Muse setlists</a></div>
</div>
<p>(No setlist abaixo, as duas primeiras não foram obviamente tocadas pela banda, e sim nos auto-falantes. O show começou mesmo com &#8220;Even better than the real thing&#8221;):</p>
<div class="setlistImage" style="text-align: center;">
<p><a title="U2 Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011, 360° Tour" href="http://www.setlist.fm/setlist/u2/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-2bd3b4f2.html" target="_blank"><img style="border: 0;" src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=2bd3b4f2" alt="U2 Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2011, 360° Tour" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/u2/2011/estadio-do-morumbi-sao-paulo-brazil-2bd3b4f2.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/u2-23d6b80f.html">More U2 setlists</a></div>
</div>
<p>Matéria interessante com alguns números da turnê <a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/bbc/2011/04/11/turne-mundial-do-u2-bate-recorde-de-arrecadacao.jhtm">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Morcheeba: Skye is the limit</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/03/28/morcheeba-skye-is-the-limit/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 01:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[Morcheeba]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Há algo de triste no Morcheeba enquanto banda. Grupo que experimentou o sucesso lá pelos idos de 2000, desde a saída da vocalista Skye Edwards não achou de novo seu caminho para o estrelato; entre vocalistas que passaram por breves períodos e tentativas instrumentais de atingir a auto-suficiência, os irmãos Godfrey tatearam muito até voltar atrás e &#8220;readmitir&#8221; Skye [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2325" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F4uot6q5&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Morcheeba%3A%20Skye%20is%20the%20limit&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F03%2F28%2Fmorcheeba-skye-is-the-limit%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/03/morcheeba007.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-2329" title="morcheeba007" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/03/morcheeba007-680x1024.jpg" alt="" width="544" height="819" /></a></p>
<p>Há algo de triste no Morcheeba enquanto banda. Grupo que experimentou o sucesso lá pelos idos de 2000, desde a saída da vocalista Skye Edwards não achou de novo seu caminho para o estrelato; entre vocalistas que passaram por breves períodos e tentativas instrumentais de atingir a auto-suficiência, os irmãos Godfrey tatearam muito até voltar atrás e &#8220;readmitir&#8221; Skye na banda, com quem lançaram ano passado o álbum &#8220;Blood like Lemonade&#8221;.</p>
<p>De fato, há uma nítida discrepância entre a charmosa vocalista e o resto da banda; enquanto o instrumental soa anacrônico, remoendo migalhas de um trip-hop envelhecido (muito diferente de um Massive Attack, por exemplo), Edwards parece muito à vontade em seu papel de diva, enchendo de frescor o aguado caldo musical que seus companheiros lhe oferecem.</p>
<p>Nos melhores momentos, quando tentam &#8220;modernizar&#8221; alguns arranjos, soam quase patéticos; em outros, soam repetitivos e sem vitalidade. Veja: não há uma crítica técnica aqui, pois eles são britanicamente precisos; falta é alma, paixão. Sobra tudo pra Skye, que se desdobra com sua voz impossível de tão bela, sua dramaticidade sedutora (ainda que planejada) e sua simpatia contagiante. A presença da cantora é tão arrebatadora que não é difícil esquecer a mediocridade da banda e entregar-se ao show com prazer, &#8220;for old time&#8217;s sake&#8221;.</p>
<p>Curiosamente, o trabalho novo da banda não parece ser tão desconhecido do público; eles têm, apesar de tudo, um público cativo. Mas é obviamente nas canções antigas que o show esquenta, até o final previsível com &#8220;Rome wasn&#8217;t built in a day&#8221;, clássico-mor da banda e que coloca todo mundo pra cantar junto.</p>
<p>Não é uma experiência totalmente frustrante, afinal; poder conferir Skye no palco é um prazer. Mas fica uma ponta de vontade de vê-la em uma banda que corresponda à estrela que ela pode ser.</p>
<p>Setlist do show:</p>
<div class="setlistImage" style="text-align: center;">
<p><a title="Morcheeba Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011" href="http://www.setlist.fm/setlist/morcheeba/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-7bd25ea4.html" target="_blank"><img style="border: 0;" src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=7bd25ea4" alt="Morcheeba Setlist HSBC Brasil, São Paulo, Brazil 2011" /></a></p>
<div><a href="http://www.setlist.fm/setlist/edit/morcheeba/2011/hsbc-brasil-sao-paulo-brazil-7bd25ea4.html">Edit this setlist</a> | <a href="http://www.setlist.fm/setlists/morcheeba-bd6bd0a.html">More Morcheeba setlists</a></div>
</div>
<p>Skye Edwards fazendo o melhor que pode em &#8220;São Paulo&#8221; (sic)</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/zj54kPe8G6A" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>* Fotos: Alexandre Sakai (mais fotos: flickr.com/photos/alesakai/sets/72157626376749964/show/)<br />
** Vídeo: codevilla (youtube.com/user/codevilla)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O caldeirão indie do Two Door Cinema Club</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2011/02/01/o-caldeirao-indie-do-two-door-cinema-club/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 22:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[2dcc]]></category>
		<category><![CDATA[tdcc]]></category>
		<category><![CDATA[two door cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet O Two Door Cinema Club é um grupo desavergonhadamente indie: no estilo de tocar, de se vestir e de se comportar, no auge dos vinte e poucos anos dos seus integrantes. E é exatamente esse frescor e essa autenticidade que fazem o carisma da banda &#8211; misturando em seu caldeirão um pouco de tudo do que tem feito sucesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2156" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F4kcq5t8&amp;via=lineupbrasil&amp;text=O%20caldeir%C3%A3o%20indie%20do%20Two%20Door%20Cinema%20Club&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F02%2F01%2Fo-caldeirao-indie-do-two-door-cinema-club%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><strong><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/02/IMG_0789.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-2160" title="IMG_0789" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/02/IMG_0789-1024x768.jpg" alt="" width="553" height="415" /></a></strong></p>
<p>O Two Door Cinema Club é um grupo desavergonhadamente indie: no estilo de tocar, de se vestir e de se comportar, no auge dos vinte e poucos anos dos seus integrantes. E é exatamente esse frescor e essa autenticidade que fazem o carisma da banda &#8211; misturando em seu caldeirão um pouco de tudo do que tem feito sucesso no indie mundial (bases eletrônicas, bateria reta e acelerada, guitarras com capotrastes e riffs dedilhados em vibrato) sem vergonha de parecer cópia ou influência. Não é muito difícil reconhecer nos caras a influência de Phoenix, Bloc Party, Franz Ferdinand, entre muitas outras.</p>
<p>Pastiche? Talvez. É verdade que muito se pode questionar sobre a contribuição musical da banda &#8211; mas veja, nem toda revelação precisa ser a salvação do rock&#8217;n roll, certo? O TDCC faz com competência seu trabalho de criar um som divertido e dançante, com alto astral e na medida para as pistas. É por isso que não é muito novidade que seus shows sejam empolgadíssimos, em especial esse que aconteceu no Circo Voador, no último domingo, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Especial porque a relação dos cariocas com a música está particularmente mais explosiva depois do advento dos &#8220;Cariocas Empolgados&#8221;. A percepção coletiva dos shows torna-se outra, afinal foi a contribuição individual de quase 250 cariocas (neste caso) que possibilitou a vinda da banda. Esse &#8220;eu que fiz&#8221; reforça o senso de comunidade, e torna o envolvimento de todos ainda mais intenso &#8211; as músicas foram praticamente todas cantadas integralmente, a plenos pulmões. E isso faz toda a diferença também para a banda &#8211; como mostraram nos palcos os Empolgados Irlandeses. </p>
<p>O trio do Two Door Cinema Club (o baterista é convidado apenas para as turnês) não nega fogo no palco &#8211; se entrega com paixão e dedicação, então foi fogo no palheiro do Circo Voador. Mas essa volúpia toda é acompanhada de um virtuosismo exemplar, na voz com ecos clássicos do vocalista Alex Trimble (que tem um domínio vocal impressionante, sem perder as notas mais agudas mesmo no calor do show) e na precisão dos riffs do guitarrista Sam Halliday, que se contorcendo curvado no palco mostra um domínio impressionante de seu instrumento.</p>
<p>Não foram poucos os críticos que chamaram o show de &#8220;micareta indie&#8221;, e é fato que muitas bases percussivas das músicas inspiram ecos de um &#8220;axé indie&#8221;. Se &#8220;Something Good Can Work&#8221; tivesse uma letra em português que usasse as palavras &#8220;neguinha&#8221;, &#8220;rebolado&#8221; e &#8220;amor&#8221;, poderia muito bem entrar no repertório do Luiz Caldas, só pra ficar em uma delas. Mas isso não depõe necessariamente contra a banda; é justamente dessa mistura que eles extraem a diversão e o desprendimento que caracterizam seu som e por consequência seu show.</p>
<p>Obviamente, o TDCC tem um grande desafio pela frente &#8211; continuar sua carreira sem insistir nessa fórmula do pastiche, ou terá seus dias contados. É uma banda jovem, com muito a aprender e amadurecer. Mas no encerramento do show, quando eles voltaram pro segundo bis tocando &#8220;Last Night&#8221;, dos Strokes, pareciam querer dizer: &#8220;ei, não esqueçam que a gente gosta de rock&#8217;n roll&#8221;. É esperar pra ver: mas levando em conta a energia e empolgação dos garotos, um show do Two Door Cinema Club atualmente é imperdível.</p>
<p>Sai do chão Salvad&#8230; Rio de Janeiro:</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/lpC-Uj2Ov24" frameborder="0" allowFullScreen></iframe></p>
<p>&#8220;Last Night&#8221;:</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/d4xsjCNQmH8" frameborder="0" allowFullScreen></iframe></p>
<p>Set-list:</p>
<div style="text-align: center;" class="setlistImage"><a href="http://www.setlist.fm/setlist/two-door-cinema-club/2011/circo-voador-rio-de-janeiro-brazil-3bd2c85c.html" title="Two Door Cinema Club Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2011" target="_blank"><img src="http://www.setlist.fm/widgets/setlist-image-v1?id=3bd2c85c" alt="Two Door Cinema Club Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2011" style="border: 0;" /></a></p>
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</div>
<p>Créditos:<br />
Foto: Sylvia Monasterios<br />
Vídeos: cadinho10 (http://www.youtube.com/user/cadinho10)</p>
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		<title>Summer Soul Festival</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 12:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zeroberto1974</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[amy winehouse]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton2126" class="tw_button" style="float:left;margin-right:10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ftinyurl.com%2F634rlyz&amp;via=lineupbrasil&amp;text=Summer%20Soul%20Festival&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.lineupbrasil.com.br%2F2011%2F01%2F26%2Fsummer-soul-festival%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/01/summer_soul_festival.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2127" title="summer_soul_festival" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/01/summer_soul_festival.jpg" alt="" width="520" height="356" /></a></p>
<p>Resenha do Summer Soul Festival pela parceira e blogueira Roberta Zouain:</p>
<p>&#8220;A temporada de shows e festivais de 2011 começou com uma atração há muito esperada. Depois de 4 anos do lançamento de &#8220;Back to black&#8221;, seu último e mais aclamado álbum, Amy Winehouse finalmente trazia seu soul para estas bandas do planeta. Ao lado dela, duas escalações ainda pouco conhecidas encabeçavam o line up da primeira edição do Summer Soul Festival: Mayer Hawthorne e Janelle Monae. Completando o time estavam atrações nacionais como Miranda Kassin e André Frateschi com seu projeto &#8220;Sons do Underground&#8221; e Instituto, que trouxe convidados especialíssimos como Céu e Thalma de Freitas.</p>
<p>O local escolhido para abrigar o novo festival em São Paulo foi a Arena Anhembi, que andava um tanto esquecida nos últimos tempos. São Pedro colaborou dando uma trégua na chuva e até mandando um pôr do sol para animar os presentes pouco antes da primeira atração internacional se entrar no palco: Mayer Hawthorne, o nerd queridinho do cenário musical de Los Angeles.</p>
<p>Quem acompanhou pelo Twitter a estada de Mayer no Brasil deve ter notado que o cara tava só &#8220;um pouquinho&#8221; feliz de tocar por aqui. Depois de passear pela praia, pagar um pau para as mulheres brasileiras e comer bolo de rolo em Recife, Mayer já parecia bastante em casa em seu terceiro e último show na turnê brasileira. Como aconteceu nos shows de Floripa e Recife, ele abriu o show com &#8220;Your easy lovin ain&#8217;t pleasin nothin&#8221;, daqueles hits instantâneos que dá vontade de sair cantando e dançando pela sala. Mesmo com muita empolgação em cima do palco, o público não se mostrou muito animado nem durante músicas mais tranquilas como &#8220;Just ain&#8217;t gonna work ouy&#8221; e &#8220;I wish it would rain&#8221;, nem com o grand finale de &#8220;The ills&#8221;, outro convite a cair na pista. Pena de quem não prestou atenção no que foi provavelmente o melhor show desta edição do festival.</p>
<p>Pouco tempo depois de Mayer de despedir, foi a vez de Janelle Monae se apresentar. O visual, misto de Björk e Macy Gray com um toque de Lady Gaga, contrastava bastante com o &#8220;retrô pero moderninho&#8221; de Mayer e conseguiu chamar a atenção de um público que já sofria com filas intermináveis para comidas, bebidas e banheiros. Mesmo sem um grande sucesso, Janelle conseguiu empolgar com músicas como &#8220;Cold war&#8221; e &#8220;Tightrope&#8221; mas esteve longe das performances apresentadas nos outros shows da turnê, muito elogiadas. O destaque ficou para a bela versão de &#8220;Smile&#8221;, de Charles Chaplin.</p>
<p>O show mais aguardado da noite, como não poderia deixar de ser, atrasou uns poucos minutos. A esta altura já não havia cerveja, nem água, nem refrigerante, o que obviamente gerou todo o tipo de piadinha envolvendo o paradeiro das bebidas e o atraso de Amy. O atraso durou pouco e uma Amy quase tímida entrou no palco para abrir o show com &#8220;Just friends&#8221;. Visivelmente nervosa e sem energia, Amy ainda cantou &#8211; ou melhor dizendo, resmungou &#8211; sucessos como &#8220;Back to black&#8221; e &#8220;Tears dry on their own&#8221; antes de se dirigir à platéia. O público já impaciente e temeroso de apresentações pífias como a segunda no Rio de Janeiro ensaiou uma vaia e não deu a mínima bola quando Winehouse perguntou &#8220;vocês querem conhecer a banda?&#8221;. Simplesmente ignorando a cantora, que ainda quis &#8220;dar mais uma chance&#8221; para que se manifestassem, não se ouvia nenhum aplauso à boa e já desgastada banda que acompanhou Amy numa turnê instável. Alguns já começavam a ir embora quando tocaram &#8220;Rehab&#8221;, o que fez alguns mudarem de ideia e darem mais uma chance à diva junkie. O que se viu daí pra frente foi um show infinitamente melhor que o início, mas claro que ainda muito aquém do talento de Amy, que ainda voltou para um bis com &#8220;Love is a losing game&#8221; e &#8220;Me and Mr Jones&#8221; encerrando o show pouco mais de 1h depois do início.</p>
<p>Pouco? Bem, não se pode dizer que foi surpresa. Amy fez provavelmente o melhor show que poderia fazer em 2011. Sem energia, com muitos tropeços e pouca empatia, tudo esperado para uma dependente química que há anos só é lembrada pelas confusões de sua vida pessoal. Encarar um palco grande e aberto como o da Arena Anhembi desde o início não parecia uma boa ideia, e não foi: Amy andava de um lado pro outro, se arrastando, e até sua voz já debilitada pela agenda apertada das últimas semanas sumia no descampado da Zona Norte. Dizer que houve &#8220;má vontade&#8221; e que a turnê brasileira foi apenas caça-níquel é pretensão de quem por muito tempo esperou por este show, ou despeito dos (muitos) que pareciam estar ali torcendo por um tropeço ou uma queda.</p>
<p>Como todo festival recém-lançado, o Summer Soul ainda precisa ganhar forma e consistência &#8211; além, é claro, de uma equipe de organização mais experiente. Mas, para um mercado de festivais ainda incipiente como o nosso, uma segunda edição será muito bem vinda. Entre nomes já conhecidos como Joss Stone e outros em ascensão como Jamie Lidell e Daniew Merriweather, opções para o line up é que não vão faltar.&#8221;</p>
<p>Roberta Zouain<br />
Blog: <a href="http://www.diariodamusica.com" target="_blank">http://diariodamusica.com</a><br />
Photos: <a href="http://www.flickr.com/rzouain" target="_blank">http://www.flickr.com/rzouain</a></p>
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