Jack White foi a estrela do Lolla Chicago: confira

Publicado em 10 de agosto de 2012

Por Dayze Rocha, especial para o Lineup Brasil.

Pense num festival em todos os estilos se encontram: os playboys, os sertanejos, os hipters, meninas com cara de lideres de torcida e crianças que se misturam no mesmo lugar. Pense em um festival que não tem cara. Pense na coisa mais organizada que você presenciou na vida. Pra mim, esse foi o Lollapaloza Chicago. 100 mil pessoas convivendo em um serviço impecável para ver mais de 100 bandas, e ninguém pisa no seu pé. O sol batia forte, a temperatura média era de 35 graus e o Grant Park era só diversão. Meu lineup foi o seguinte:

Tame impala
Os australianos apresentaram um rock que contava com uma banda sincronizada ao vivo. Quem estava ali não cantou a plenos pulmões suas músicas, mas teve presa toda atenção, dançou, aplaudiu e gostou do que viu no palco.

Metric
A simpática Emily Haines fez o público pular sobre o sol escaldante e dançar todas as suas músicas. Mesmo quem não parecia muito animado por não conhecer a banda (ou por ter aquele jeito americano de apenas estar ali para assistir o show) se mexeu um pouquinho.

Die Antwoord
Uma estranha mistura de batida eletrônica ensurdecedora aliada a descamisados no palco, divididos entre backing vocals, sintetizadores e outras maquininhas. Tiveram bastante público, e todos que estavam ali se acabaram de dançar.

The Shins
Sabe aquele tipo de banda que faz um show melhor do que o cd? Esse é o Shins. Com sua melodia doce e letras sensíveis, arrastou metade do Lollapaloza para vê-los no palco. Com o sol se pondo, o som do violão acústico e todos cantando, foi um dos melhores momentos do primeiro dia.

Black Sabbath
Vi um Ozzy que ainda chama a galera. A guitarra poderosa de Tommy Aiomi com todo aquele peso que arrepiou quem estava ali. Delírio geral com direito ao próprio Ozzy tocando gaita e arriscando pulos, sem parar de agitar os fãs.

Black Keys
A nova queridinha do rock fez um show competente, mas parece ter pecado no setlist. A banda fez um misto entre seus 6 álbuns, mas levantou a galera mesmo com musicas dos dois últimos, como em “Tighten Up” e “Lonely Boy”. Segundo o Lúcio Ribeiro, a organização do Lollapalooza Brasil aproveitou a edição de Chicago pra fechar a participação dos caras no Lolla Brasil, em 2013.

Dia 2

Neon Indian estava no palco e anunciou: “Desculpa gente, mas tivemos que encerrar o show mais cedo. Vamos todos pra casa agora”. E todos se viraram e saíram calmamente do parque. Estou falando de cerca de 60 mil pessoas. Os microfones do Grant Park às 3 da tarde avisaram que era sério: uma tempestade fortíssima estava por vir. Quem não acreditou, pôde ver depois: era uma daquelas que levantam mais poeira que Ivete Sangalo em estádio. Trovoadas, céu escuro e um vento de dar medo. Ficou difícil saber o que era mais impressionante: a pontualidade de avisar a tempo quem estava no festival para se abrigar em algum lugar ou o fato de ele continuar depois. Às 6 da tarde todo mundo voltou ao parque, os portões estavam abertos de novo e o show iria continuar.

Com um remanejamento de bandas, bandas como Alabama Shakes tiveram suas apresentações canceladas.
O festival voltou ao som de…

Franz Ferdinand
Que aos primeiros acordes de “The Dark of the Matinée” avisou que a festa não iria parar junto com meia dúzia de empolgados que, ao inventarem uma mistura de flash mob com passos de aulas de academia de dança, agitaram a galera. A banda, que sempre faz um show dançante, empolgou com “Michael”, “Walk Away” e canções novas de seu próximo disco. O show foi fechado com o hit “This Fire”.

Fun
Sim, aqueles da música com participação de Janele Monoe que está tocando no Brasil. Havia muita gente curiosa pra vê-los, mas o melhor momento foi justamente nessa canção, que foi cantada até por quem estava na fila da cerveja.

Red Hot Chilli Peppers
Os pimentas vermelhas sempre levantam a galera. É incrível como todos que estavam lá cantaram, pularam e tiveram a reação exatamente como o público no Brasil. Os pontos altos foram “Under the Bridge”, “Outside”, “Suck My Kiss” e “Californication”.

Dia 3

O sol brilhava forte no Grant Park e a temperatura era de 37 graus. A impressão que tive é que havia muito mais público do que nos outros dias. As filas para comer e beber estavam maiores, assim como as dos banheiros, mas nada que 10 minutos não resolvessem. Com tudo nos conformes o público em massa estava se dirigindo para ver…

Florence and the Machine
A cantora fez um repertório baseado em seu último disco na primeira parte do show. Correndo entre a passarela que dividia o público no gramado, apertou mãos, dançou e até pediu para que os homens presentes colocassem as mulheres que estavam por perto em seus ombros, para acompanhar certa parte do show.

Miike Snow
Ás 8 horas da noite com o sol ainda a pico, os suecos do Miike Snow fizeram o público dançar. O show foi dividido entre as músicas dos dois álbums e foi um dos mais animados do festival. Encerraram com “Animal” e saíram do palco sob uma chuva de aplausos empolgados.

Yuna
Com sua voz doce e melodias delicadas (lembra Corinne Bailey Rae), a cantora embalou os ouvidos e corpos de quem estava por lá. Mesmo quem acompanhou o show sentado no gramado, não resistiu e, no final, estavam todos cantando juntos com direito a pedido de bis.

Jack White
O nome do festival. A apresentação foi feita em cima do disco solo lançado pelo cara nesse ano. Com uma banda competente que fazia rodízio de instrumentos entre si, o Jack apresentou qualidade, melodia, técnica e música de primeira. Em certo ponto do show, a banda dele fica formada apenas por mulheres. Destaque para “Love Interruption”, cantada em versão acústica por ele, acompanhada de um violão e um pandeiro meia lua.

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