Por Gabriela Bueno. Foto Kisha Bari
Se você ainda não conhece Charles Bradley provavelmente não vai esquecer o dia de hoje; e se já teve o prazer de conhecê-lo, marcante mesmo vai ser o próximo dia 6 lá na Praça da República, mais especificamente às 15hs. Não, isso não é uma brincadeira – ele vem, e ainda por cima de graça (!) entre as atrações da Virada Cultural.
Mas pra você que ainda não o conhece eu preciso te contar melhor! Eu nunca senti alguém trazer tanta força, tanto sentimento de uma só vez – me julgue inexperiente – mas ninguém tocou tão fundo quanto ele – vamos começar por “The World (Is Going Up In Flames)”…
Fuerte, né?
Não tanto quanto sua história de vida, que inclui uma infância passada nas ruas, perseguições policiais e a morte trágica do irmão. Para pagar as contas e tentar abstrair os perrengues da vida, Charles trabalhava na cozinha de um hospital em Nova Iorque e desde os 14 anos fazia covers de James Brown sob o codinome “Black Velvet”. Foi em uma dessas noites como Mr. Brown que Gabriel Roth, co-fundador da Daptone Records o descobriu, o apresentou ao produtor Thomas Brenneck e tudo (finalmente) começou, em 2002.
No ano passado (mais uma vez, finalmente), veio o álbum “Time for Dreaming”: são dez faixas que transbordam profundidade e emoção. É de dar arrepios à quem tem o prazer de ouvi-las. Bradley mostra que chegou lá – aos 62 anos – cheio de vontade. Um coração sincero, profundo e otimista, que pra nossa graça tem sua história (até aqui) guardada sob o documentário “Charles Bradley: Soul of America”, que estreou no SXSW 2012, agora em março. Dá uma olhada no trailer:
Agora está me entendendo, certo?
Então enquanto não chega o dia 6…








