O Lollapalooza 2011 começou ontem num clima de comemoração: além de completar 20 anos com uma edição completamente sold-out, Perry Farrel anunciou a expansão do festival também pro Brasil, além do Chile. Mas como se sabe, um festival não se faz de bolos mas sim de música. Então vamos lá:
The Vaccines
O Vaccines começou os trabalhos cedo no festival, debaixo de um sol de torrar aqui em Chicago. Show divertido com muito adolescente na platéia; o rock básico dos ingleses funciona bem pra essa moçada pular e balançar a cabeça. O vocalista Justin Young canta surpreendentemente bem a o vivo e a banda é bem afiada. Entregaram os hits logo no começo, como “Post break-up sex” e “Wreckin’ bar (ra ra ra)”, e nem por isso a galera desanimou. Ainda é uma banda em amadurecimento, mas faz um show divertido.
The Naked and Famous
Vi um pouco de longe o show do Naked and Famous, mas pareceu bem bom. As partes “quero-ser-o-Passion-Pit” incomodam um pouco, mas a banda supera.
Le Butcherettes
Estava apostando muito nessa banda e não me decepcionei. Rock cru que lembra muito The Kills-encontra-PJ Harvey, a banda não nega peso ao vivo. Mas o show fica mesmo a cargo da vocalista Teri Gender Bender, que tem uma performance abosultamente endiabrada: berra, bate na cabeça, dança um tipo de vodu esquisito – como se fosse uma PJ Harvey, uma Courtney Love, uma Kim Gordon. Apesar da atuação exagerada, em nenhum momento parece falso: é intenso, violento, e assustadoramente sexy. Incrível.
The Kills
A comparação do The Kills com o Butcherettes foi inevitável, afinal um veio logo depois do outro. Enquanto os ultimos mostram um vigor juvenil invejável, o The Kills já domou um pouco da sua violência – não que o show seja morno, veja bem. Começou intenso, com a vocalista Alison Moshart pulando com o cabelo na cara com sua attitude macho-girl. A galera gosta. Mas algo se perde do meio pro final e o show fica morno – não chega a ficar ruim, mas muita gente preferiu ouvir de longe tomando uma cerveja.
Black Cards
Passei – só passei, literalmente- pelo palco onde tava tocando o Black Cards. Quase fiquei, parecia bacana.
Crystal Castles
Confesso que tenho uma certa implicância com o Crystal Castles – que simplesmente foi por água abaixo no momento em que começou o show. Tudo bem que a galera tava jogando MUITO a favor, mas foi só o show começar que ficou tofo mundo completamente ensandecido… em 15 minutos, era quase possível esquecer que a gente estava a céu aberto, com todo mundo com a mão pra cima se acabando de dançar. A vocalista Alice Glass se jogou no meio da galera e não polpou esforço pra chegar na catarse coletiva. É eletrônico, mas parece punk. Impressionante.
Muse
É complicado falar do Muse. É uma banda que está se equilibrando numa linha tênue entre o rock e pastiche. Não se trata nem de discutir se é uma banda “alternativa”: o Muse tem vocação pra banda de arena, e até aí ok. Tem hits barulhentos q empolgam, é musicalmente rica e tal. Mas tem um outro lado piegas que começa a dominar o show do meio pro final que chega a ser irritante: o vocalista Mattew Bellamy exagera nos efeitos vocais, as guitarras ficam chatas, atém as imagens no telão ficam bregas (fusões com fogos de artifício de fundo, bleargh). Enfim, não aguentei até o final.
Ratatat
Peguei o finalzinho do show do Ratatat, que me pareceu meio comum. Divertido, mas nada de mais. Tive a impressão de que o som estava perfeito demais pra estar sendo tocado ao vivo, parecia playback. Sei lá.
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