Existe uma certa resistência com relação ao show que o Phoenix fará por aqui em novembro, no Planeta Terra. Essa resistência se deve muito em função do show que a banda fez por aqui em 2007, no Nokia Trends, considerado bem mais ou menos por muita gente confiável (eu não estava lá, não sei dizer). Mas a verdade é que de lá para cá houve um evento chamado “Wolfgang Amadeus Phoenix”, e se você quer saber, 3 anos são muito tempo no mundo pop de hoje.
Assisti ao show dos caras no último Lollapalooza, quando encerraram o segundo dia de festival. E me surpreendi em perceber que a banda se tornou grande – segura, firme em seu propósito de estimular a balada perfeita. Impossível não pular e perder o rumo desde os primeiros acordes de “Liztomania”, que simplesmente ABRE o show, seguida de “Lasso”, ambas do citado último disco. Impressionante e contagiante.
Particularmente, eu já estava apostando no Phoenix como o show do ano; mas aí anteontem em NY eles fizeram uma apresentação em pleno Madison Square Garden (pensa!), e mostraram que ainda têm um ou dois truques na manga. A correspondente do blog Sandra Oksman tava lá (inveja mortal agora) e conta como foi:
“Durante o CMJ a vida fica muito difícil aqui em NYC, tem vários shows bons ao mesmo tempo e escolher em qual ir é uma decisão bastante complicada. Mas ontem fiz a escolha certa, show do Phoenix com abertura do Wavves e Dirty Projects no Madison Square Garden.”
“O show foi simplesmente incrível, abriram com “Lisztomania” e continuaram na mesma pegada até parar para o primeiro encore; e quando voltaram, ao invés de subir no palco, montaram um mini palco no meio do público e tocaram duas músicas mais calminhas, com direito até uma cover francesa. Saíram e quando chegou a hora do segundo e último encore, eles levaram o estádio inteiro ao delírio quando o DAFT PUNK entrou no palco e tocaram juntos “Around the World ‘/”Harder, Better, Faster, Stronger” (do Daft Punk) e “1901″. Show classe A+, iluminação perfeita, acústica muito boa, dava pra ver que eles estavam curtindo muito fazer o show e o Thomas Mars, que desceu do palco várias vezes para o meio do platéia, comentou que eles nunca imaginaram um dia tocar no MSG, sonho realizado pra todo mundo, um dos melhores que eu vi até agora em NYC.”
Agora respira. Pára e pensa: que banda leva o DAFT PUNK pra encerrar seu show? A loucura foi completa, assim:
Não que antes não estivesse bom né? Tava assim:
(Mais vídeos do show você vê na página da Sandra no YouTube).
O setlist do show foi esse aqui:
Preparado pro show do ano? Pobre Passion Pit.
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