SWU, banda a banda + Podcast

Publicado em 6 de October de 2010

Vai no SWU? Ver quais bandas? Tem certeza que sabe o básico de todas elas? Dá uma olhada ali embaixo no resumo das principais atrações…

Aproveita e baixa também o novo Podcast SWU – Especial Pedradas, só com as coisas mais pesadas que vão tocar no festival. Vai se preparando…

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Faixas do Podcast:

1. Infectious Grooves – You Lie… And Yo Breath Stank
2. The Mars Volta – Wax Simulacra
3. Rage Against the Machine – Killing in the Name of
4. Cavalera Conspiracy – Inflikted
5. Avenged Sevenfold – Nigthmare
6. Incubus – I Wish You Were Here
7. Queens of the Stone Age – Go With the Flow
8. Pixies – Debaser
9. Linkin Park – One Step Closer

Primeiro Dia

Infectious Grooves

Não satisfeito com o humor porrada já mostrado na época com o Suicidal Tendencies, o lendário Mike Muir resolveu se juntar com o Robert Trujillo (na época também do Suicidal, hoje no pequenino e desconhecido Metallica), Stephen Perkins e Adam Siegel (ex- Janes Addiction e Excel, respectivamente) e montou o Infectious Grooves. Com influências nítidas do funk (sabe aquele funk verdadeiro? Do Parliament e tal? Pois é…) e do rap, lançaram 5 álbuns de 1991 até 2000, quando encerraram as atividades. Em 2007, voltaram a tocar ao vivo, já com outra formação, e Mike Muir promete um novo álbum para 2011. Show nostálgico pra quem viveu o movimento metal dos anos 90.(PF)

The Mars Volta

Provavelmente uma das bandas mais complexas dos últimos anos, o Mars Volta, formado pelo guitarrista Omar Rodríguez-López e pelo vocalista Cedriv Bixler-Zavala (cabeças também do não menos complexo At The Drive In), incorpora um milhão de elementos em sua música, da sonorização latina até o hard rock, passando pelo progressivo, jazz, fusion e o que mais lhes vier a cabeça. Em 2003 lançaram seu primeiro álbum, “De-Loused in the Comatorium“, muito aclamado pela crítica. De lá até aqui foram lançados mais 4 pedradas, uma mais dolorosa que a outra. Se você não conhece a banda, levante a bunda da cadeira e faça seu trabalho direito! (PF)

Rage Against The Machine

Formada em 1991 em Los Angeles, o RATM sempre chamou a atenção por suas letras e atitudes politicamente engajadas, sempre destilando sua raiva principalmente para o imperialismo cultural e a américa capitalista. Depois de ter se tornado um sucesso comercial em 1993, logo após o lançamento de seu primeiro álbum, auto-intitutulado, em seus nove anos de estrada, foram uma das bandas “políticas” mais influentes das últimas décadas. Em 2007, depois de 7 anos sem subirem ao palco juntos, eis que o festival Coachella consegue a façanha de convencer a banda a se apresentar ao vivo novamente. Desde então, se apresentam em vários grandes festivais pelo mundo, mas ainda sem assumirem sua volta como banda. Show obrigatório.(PF)

Segundo dia

Regina Spektor

Regina Spektor é russa. Isso já diz bastante sobre a estranheza da sua música, com forte base clássica mas influenciada pelos ritmos descobertos nos Estados Unidos, pra onde se mudou em 1989. A mistura de sua formação clássica com elementos de hip hop, rock e até punk produziu um som esquisito, com forte influência folk. Esse caldeirão erudito-indie chamou a atenção da cena novaiorquina, e Regina estourou depois de seu álbum de 2006, “Begin to hope”. Em 2009, lançou seu último trabalho, “Far”. Com uso intenso de vocalizações inusitadas e letras “faladas”, o som de Spektor não agrada a todos os gostos mas faz a cabeça da galera mais “cult”. (ZR)

Joss Stone

Joss Stone estourou em 2003, com apenas 16 anos, com seu álbum “The Soul Sessions”, pegando carona na onda no “novo R&B” que invadiu o cenário musical nesse período. A diferença é que Joss é branca, com um sutil estilo hippie, e esse charme juvenil ajudou a alavancar sua carreira, além é claro de sua voz de diva negra. Nesse primeiro album, lançou os hits “Fell in love with a girl” (versão de música do The White Stripes) e “Super Duper Love”. Aclamada pela crítica e público, lançou em 2004 “Mind, Body and Soul”. Seguiram-se “Introducing Joss Stone” (2007) e “Colour me free” (2009), sempre na mesma pegada soul / rhythm & blues. Joss já esteve no Brasil em 2008 e 2009, para shows normalmente empolgados e swingados. Resta saber se ela ainda tem fôlego para o terceiro show em 3 anos. (ZR)

Dave Matthews Band

Dave Matthews não tem do que reclamar. Sua banda já vendeu mais de 40 milhões de CDs, teve 14 indicacões ao Grammy e já levou um pra casa. Está na estrada desde 1990, conquistando fãs com sua mistura de rock, jazz, big band, funk e ritmos étnicos, na medida exata pra tocar no rádio (ou numa comédia romântica qualquer). Seu último trabalho, “Big Whiskey and the GrooGrux King” (2009), dedicado ao saxofonista LeRoi Moore, morto ano passado, alcançou o primeiro lugar na Billboard – o quinto consecutivo, feito só igualado antes por Metallica e U2. Realmente o DMB é uma banda pop na sua essência – e são conhecidos por seus shows empolgadíssimos, com improvisações longas; o último show da banda no RJ durou nada menos que 3 horas e meia. (ZR)

Kings of Leon

Na primeira e única vez do Kings of Leon no Brasil, a banda teve uma tarefa ingrata: dividir a noite do finado TIM Festival com nada menos que os Strokes. Obviamente, a energia da banda de Julian Casablancas ofuscou os irmãos Followill, que àquela altura mal haviam saído da puberdade e pouco fizeram frente aos novaiorquinos. Formada em 1999 por três irmãos e um primo, seu primeiro álbum foi o aclamado “Youth and Young Manhood”, onde apresentaram seu rock com muita influência do rock sulista americano e do blues. De lá pra cá, a banda amadureceu (na idade e no som), e hoje é uma banda de grandes proporções, com um som mais encorpado e (perigosamente, na minha opinião) se aproximando do pop. Neste mês vazou na internet seu último álbum, “Come Around Sun”, puxado pelo single “Radioactive”. (ZR)

Terceiro dia

Yo la Tengo

O Yo la Tengo é uma banda esquisita. Particularmente, sempre tive a impressão de que as expectativas sobre a banda nunca corresponderam exatamente ao resultado, mas foram superestimadas em função da impressão inicial. De fato, basta começar a ouvir um disco do Yo la Tengo para ser arrebatado pela mistura de rock, shoegazing e eletrônico; exemplo disso é a faixa “Here to fall”, que abre o último trabalho da banda, “Popular Songs”. Mas infelizmente a mesma qualidade não persiste até o final. Mesmo seu melhor e mais conhecido disco, “I can hear the heart beating as One” tem lá seus momentos irregulares. De qualquer forma, estamos todos curiosos para ver como a banda se comporta ao vivo. A experimentar, com o risco de querer matar alguém durante longos solos de distorções.(ZR)

Cavalera Conspiracy

Depois de 10 anos separados os irmãos Max e Igor Cavalera se uniram nesse projeto, em 2007, junto com Marc Rizzo (Soulfly) e Joe Duplantier (Gojira). Seu primeiro álbum “Inflikted“, traz um Thrash Roots, com muito HC e Punk jogado no meio. Pra quem esperava uma continuação do que o Sepultura fazia em “Roots” (será que alguém realmente esperava isso?) pode ter sido uma decepção, mas o disco é bem bacana. Com os Cavaleras na banda, obviamente, mesmo nesse curto período de existência, os caras já tocaram em praticamente todos os grandes festivais europeus e americanos. Faltava o Brasil né? Recomendado. (PF)

Avenged Sevenfold

Essa foi a aposta do festival pra pegar a galera mais nova. Metalcore nos seus primórdios em 1999, hoje em dia a pegada dos caras é um Hard Rock com vontade de ser classudo, mas sem muito sucesso. Com 4 álbuns lançados, a banda recentemente passou por um período de luto após a morte de seu baterista. Talvez esse seja o ponto mais interessante desse show, pois quem assumiu o lugar do “The Rev”, foi ninguém menos do que Mike Portnoy, indiscutivelmente um dos melhores bateristas da atualidade. O cara curtiu tanto a parada que resolveu deixar o Dream Theater pra excursionar com o Avenged Sevenfold. Se você está curioso, assista. (PF)

Incubus

Formado em 1991, na California, o Incubus também conseguiu sua notoriedade no New Metal. Os primeiros lançamentos eram bem experimentais, um lance de rap, metal e alguma coisinha de fusion. Com “S.C.I.E.N.C.E.“, seu segundo álbum de estúdio, leva a banda a participar de grandes festivais (Ozzfest e Family Values) e a lançar seu primeiro hit, “A Certain Shade of Green”. Os álbuns seguintes já trazem uma banda mais madura musicalmente. Em 2008 deram uma parada pra cuidarem de projetos pessoais. Em 2009 lançaram uma coletânea, e voltaram a se apresentar ao vivo. Tocaram aqui no Brasil uns anos atrás. Bom show. Boa banda. (PF)

Queens of The Stone Age

O QOTSA, formado em 1997, é uma banda… de Rock. Formada por Josh Homme, do finado Kyuss, já lançaram 5 discos, entre eles o aclamado “Songs for the Deaf“, que conta com Dave Grohl (sim, ex-Nirvana) na bateria. Uma das bandas mais esperadas do festival, promete ser um dos melhores shows também. Obrigatório. (PF)

Pixies

A única vez que o Pixies esteve no Brasil, em 2004, para tocar no finado Curitiba Pop Festival, provocou um dos movimentos migratórios mais impressionantes já vistos em território nacional, comparavável talvez somente à lendária invasão corinthiana ao Maracanã. Como era de se esperar, a banda atraiu gente de todo o Brasil, principalmente de São Paulo, que caiu em peso para a capital paranaense para assistir ao show da cultuada banda. E não houve decepção: apesar do frio absurdo da Pedreira, a banda hipnotizou todos com seus maiores hits, inclusive um “Where is my mind” afogado na névoa que foi de tirar o fôlego. Formado em 1985 e desfeito em 1993, a banda voltou em 2004 para se apresentar no Coachella e voltou a fazer shows periodicamente desde então. O show que trazem ao Brasil é a íntegra de seu álbum “Doolittle” considerado por muitos seu melhor trabalho. Idolatrado pela crítica, pelo público e por metade dos roqueiros que você conhece, o show dos Pixies está definitivamente naquela categoria dos “imperdíveis”. (ZR)

Linkin Park

Da segunda geração do controverso New Metal dos anos 90, o Linkin Park foi formado em 1996, na California. Com o lançamento do seu primeiro álbum, “Hybrid Theory“, os caras já atingiram um sucesso fenomenal, ganhando uma porrada de prêmios da crítica musical, e consequentemente, enchendo os bolsos. Com a fórmula “canta-grita-refrãozinho bonito”, venderam milhões de cópias de seus 2 primeiros álbuns. No terceiro, já deram uma passeada maior pelo hard rock, e o último, pelo pouco que ouvimos, tá uma farofa só. Pra quem gosta da banda, deve ser um puta show. (PF)

Leia também:

  1. A nova velha banda de 2009

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