
A noite de sexta-feira, 19 de março, foi dividida para os Headbangers de plantão: enquanto na Zona Sul da cidade os amantes de Prog Metal deliravam com a performance do Dream Theater, a Zona Oeste estava repleta de Thrashers ávidos por muito bate cabeça, afinal, era o show de um dos precursores do Thrash Metal americano: o Overkill.
Em torno de 19h30, com um público ainda escasso na Clash Club, sobe ao palco o Machinage, quarteto paulista de Thrash Metal que apresentou um som competente e algumas de suas composições que estarão no álbum debut da banda ainda sem lançamento previsto. Destaque para as músicas “Next Victim”, “Mask Behind Some Lies” e “The Evil Way” que fizeram os presentes bangearem antes da atração principal.
Já com a casa completamente cheia, o Overkill apareceu com um tolerável atraso de 15 minutos, às 21h15, fazendo com que os presentes delirassem enquanto os integrantes da banda caminhavam pelo camarote em direção ao palco.
A abertura do show ficou a cargo da música “The Green and Black” do recém-lançado álbum Ironbound. E aqui entra uma das minhas observações: o Overkill tocou 3 músicas deste álbum, lançado mundialmente no mês passado, e as músicas foram cantadas em uníssono pelo público. Ou seja, estavam presentes somente fãs fieis da banda, o que acaba sendo vantajoso, pois mesmo com rodas de bate cabeça sendo abertas a cada riff de guitarra e bumbos duplos, não vi uma briga sequer acontecer: a galera estava presente para comemorar com a banda os 25 anos de estrada.

Essa celebração não era somente vista pela fidelidade do público, mas também pelo carisma do vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth, que todo o tempo interagia com o pessoal e mostrava sua satisfação em estar ali, ou melhor, como ele mesmo citou: “We live for this shit, don’t we?”. Os Thrashers assinaram embaixo.
O público delirou em clássicos como “Wrecking Crew”, “Feel the Fire”, “Overkill” e “Elimination”, mas o ponto mais alto e, digamos, hino da noite foi quando todos cantaram “In Union We Stand” mostrando mesmo que estavam unidos pelo bom e nem tão velho Thrash Metal.
Para o BIS uma grata surpresa: emendaram a clássica “Fuck You” com um cover de “Overkill”, do Motörhead, que fez com que o público abrisse a última e grande roda da noite.
Acredito que o fato de grandes bandas do cenário Thrash terem lançado ótimos álbuns nos últimos dois anos, como o Metallica, Slayer, Testament, Megadeth e o próprio Overkill, influenciaram para este retorno triunfal do estilo e posso afirmar, somente por este show, que o Thrash está vivo e ainda fará muitas cabeças baterem por anos.
Vejam um pouquinho dos momentos especiais do show abaixo: a abertura com “The Green and Black”, o hino “In Union We Stand” e a finalização com “Fuck You / Overkill”.
Abertura do show: “The Green and Black”
Momento do “hino”: “In Union We Stand”
Final do show com “Fuck You / Overkill (cover Motörhead)
Setlist
- The Green And Black
- Rotten To The Core
- Wrecking Crew
- Battle
- Hello From The Gutter
- Feel The Fire
- Ironbound
- In Union We Stand
- Bare Bones
- Gasoline Dream
- Overkill
- Bring Me The Night
- Elimination
Bis
- Necroshine
- Old School
- Fuck You / Overkill (cover Motörhead) / Fuck You
Fotos e vídeos de Letícia Melo.
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