
(Crítica da Natália, nova colaborada do blog. Foto de Edu Garcia/UOL) Depois de quase não conseguir ingresso (de novo) para assistir A-Ha no Credicard Hall, saí do show com a sensação de “ainda bem que assisti esse show!”, não sei se foi o melhor show deles aqui em São Paulo, mas sei que eu gostei, cheguei esperando um frio e distante Morten Harket, o que não aconteceu, também cheguei esperando um setlist totalmente diferente do apresentado na noite de quarta-feira.
“The Bandstand” foi a primeira música da última turnê do grupo e que parecia que metade ou mais que a metade do público não sabia que música era, o pessoal da pista, que cantava e entoava coros, deu um show a parte, depois vieram mais músicas dos últimos álbuns, o que no começo deixou alguns decepcionados, o que mais se ouvia era “mas essa música é nova?” ou “Quando foi lançada?”.
Senti-me um peixe fora d’agua, primeiro porque só tinha gente com idade para ser meu pai ou minha tia; que no caso, estava comigo; segundo porque eu sabia todas as músicas ‘novas’ e todos me olhavam com a pergunta “vc conhece essa?”, quando os hits tão esperados começaram a tocar surgiu um outro público, ao menos na platéia, ao perceber que a próxima canção era “Stay on These Roads” o moço ao meu lado disse “agora sim começou o show!!” pelo menos para ele.
Ao contrário do que foi dito do show do ano passado, via-se uma banda mais animada e interativa com o público, sem palavras para descrever o tecladista Magne Furuholmen, que faz bastante diferença no palco, Morten é na dele, mas não deixou a desejar nos vocais que muitas vezes me peguei pensando “caramba, ele ainda consegue alcançar essa nota!!”, lógico, teve seus deslizes, mas nada para ficar decepcionado, já o guitarrista Paul Waaktasr-Savoy faz seu trabalho sem muito chamar atenção, a não ser em alguns riffs, os músicos auxiliares também fazem bem sua parte, gostei bastante do baterista (que infelizmente não sei o nome).
As imagens no telão posicionado logo atrás do baterista e do tecladista ajudaram em muitas vezes a ampliar a viagem que certas músicas imprimiam.
Gostei da troca do setlist onde incluiram “Crying in the rain” que não era tocada havia algum tempo e “Early Morning” foi uma supresa deliciosa. As quatro últimas músicas deixaram o público em extase, quatro “músicas das antigas” que foram cantadas a todo volume pelo público que não parecia se dar conta que aquela seria a derradeira chance de ouvir tais canções, eu só me dei conta disso quando Morten e Magne começaram a agradecer e Magne disse “Não vão rir porque é em português, nós amamos São Paulo” enquanto os primeiros acordes de “Take on Me” começavam.
Tenho que dizer que nessa hora vi várias pessoas com seus teclados imaginários tocando junto com Magne os versos de Take on Me. Eu era uma delas.
Tirando o tumulto para entrar no estacionamento e principalmente para sair, o que me levou cerca de 30min, foi um show bom, bem acima das minhas espectativas, que confesso, foram moldadas a partir da crítica do show do ano passado.
Setlist:
“The Bandstand”
“Foot of the Mountain”
“Analogue”
“Forever Not Yours”
“Summer Moved On”
“Minor Earth”
“Move to Memphis”
“Stay On These Roads”
“Blood That Moves the Body”
“Living Daylights”
“Early Morning”
“Crying In the Rain”
“Scoundrel Days”
“Swing of Things”
“Manhattan Skyline”
“Looking For the Whales”
“I’ve Been Losing You”
“Cry Wolf”
(bis)
“Train of Thought”
“The Sun Always Shines On TV”
“Huntung High and Low”
“Take On Me”
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