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Camera Obscura

Resenha do primeiro show em SP

 
Coachella: Terceiro dia
 

Coachella 2010

terceiro dia

 
Postcards from Coachella
 

Coachella 2010

Primeiro e segundo dias

 

Lily Allen e seu pop com classe

Na fila pra comprar ingresso, ontem antes do show, uma senhora perguntou pro cara atrás de mim: “Que tipo de música canta essa Lily Allen?”. O cara engasgou um pouco, pensou e soltou: “Ah, é tipo um pop-rock. Só que com pouco rock”.

Que não sobrem dúvidas (se é que alguém as tinha): o que Lily Allen faz é puro pop. E não só as músicas, tudo no seu estilo transpira as regras pop: seu jeito de se vestir, como ela fala com a platéia, como ela dança, a pose “revoltada-light”… Lily Allen está à vontade nesse papel, em sintonia perfeita com seu público, composto em grande parte por adolescentes.

Allen deixou uma péssima impressão da primeira vez que esteve por aqui, no Planeta Terra, com um show desleixado, esquisito. Exatamente o oposto de ontem: um show vibrante, entusiasmado na platéia e no palco. Ela parecia estar realmente curtindo aquele show, e até o elogio feito à platéia (”esse foi o melhor começo de show de todos”) não pareceu totalmente falso. Depois, Allen colocou no seu Twitter:”Sao Paulo, best gig ever”.

Entendo o cara da fila quando ele tenta distanciar Lily da massa puramente “pop” da música de hoje. O pop de Lily Allen é um pop com classe, que flerta deslavadamente com o público sem perder os detalhes, o refinamento musical e de espetáculo. Seja nos toques ska ou R&B de algumas músicas, nas letras ingenuamente francas ou na picardia (adoro essa palavra) sexy-fake-ingênua, Allen se destaca do conjunto de cantoras/es pop de hoje em dia. Talvez por isso, seja difícil imaginá-la “explodindo”. A impressão que eu tenho é que o espaço dela é aquele mesmo, casas fechadas, contato mais íntimo com seus fãs e tal.

Claro que ontem talvez houvesse uma intimidade além da conta, já que o Via Funchal estava bem vazio pra um show desse porte (culpa dos preços?). Mesmo quem não estava na famigerada área VIP conseguia uma posição bem boa pra ver o show. A platéia era bem jovem, e predominantemente feminina.

Mas o público pequeno não fez diferença pra empolgação do show: desde a primeira música (”Everyone´s at it”) até a última (”It´s not fair”), o público cantou junto, pulou, dançou e preencheu todos os espaços do Via Funchal.

Pra mim o melhor momento da noite foi “Back to the start”, que ganha ainda mais pegada ao vivo, e colocou todo mundo pra pular. “Womanizer” é foda, méritos da própria música, enriquecida pela interpretação de Lily. E com “Fuck you”, Lily Allen consegue o feito de mandar alguém se foder… sem perder a classe.

O set-list de ontem:

Everyone’s at It
I Could Say
Never Gonna Happen
Oh My God / Everything’s Just Wonderful
22
Him
Who’d Have Known
LDN
Back to the Start
He Wasn’t There
Littlest Things
Chinese
Smile
The Fear

bis
Womanizer
Fuck You
It´s Not Fair

Dá uma olhada na crítica do Marco Aurélio Canônico no blog da Ilustrada aqui, tá bem legal. E olha só o clima do show:

Veja mais vídeos no canal do Lineup Brasil no YouTube.

Dá uma olhada na crítica do UOL aqui e do IG aqui.

Leia também:

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Um comentário

  1. PATRICK says:


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