Beirut em São Paulo

Publicado em 14 de September de 2009

Bom saber que pelo visto o Beirut fez um puta show em SP na sexta. Não pude ir, mas o parceiro André Bittencourt tava lá e manda seus comentários:

“O convite dizia inicio do show às 22h, mas quinze minutos antes, com metade das mesas ocupadas, as luzes apagaram e a banda Manacá começou o show. A cantora tem boa presença, mas o som do grupo não tem nada de especial, regionalismo requentado que não empolgou muito. Pelo meio do show as luzes estavam quase acesas, e o público confuso continuava tentando achar sua mesa.

Depois de pequeno intervalo, com a casa cheia, Beirut entra no palco. Abrem com “Nantes” e antes do meio da música a platéia estava toda de pé (e não sentou até o fim do show). Zach Condon e banda fazem um show bem legal. A mistura sonora funciona bem ao vivo, e os sons do leste europeu têm essa capacidade que levantar qualquer um.

Pra mim, ‘Postcards from Italy’ foi o ponto alto do show, a música é espetacular e as pequenas variações ao vivo deram um toque especial, apesar de faltarem instrumentos no palco. ‘Elephant Gun’ (depois de ser tema de abertura de série da Globo) e ‘A Sunday Smile’, fizeram a platéia cantar junto. Durante todo o show, mesmo nos momentos mais melancólicos, a platéia gritava, batia palmas e tentava dançar.

No bis programado, alguém jogou uma bandeira do Brasil no palco, Zach colocou em volta do pescoço e a banda tocou ‘Aquarela do Brasil’, inteira, em inglês (Brazil), em versão Beirut. Explosão total. Finalmente um dos integrantes chama a galera pra perto do palco, as pessoas correm das mesas para atender ao pedido (achei que demorou pra acontecer essa revolta), e eles tocam uma música turca. Festa completa, palmas, platéia pulando. A banda sai do palco, as luzes acendem e ninguém sai do lugar. Mais gritos, palmas, pessoas batendo nas mesas e eles voltam pra mais uma. Tocam ‘Gulag orkestar’ e vão embora.

O show foi excelente. Tudo estava a favor: banda, som, platéia. A única coisa que não estava certa eram as mesas. Acho que a festa poderia ter sido maior, as pessoas queriam dançar, mas o Via Funchal atrapalhou, faltou um pouco de sensibilidade.”

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