T in the Park: balanço geral

Publicado em 17 de July de 2009

Obviamente, todas as impressões deste blogueiro estão contaminadas por ter sido este seu primeiro grande festival internacional – experiência desde já recomendadíssima. Apesar de bem menos badalado que seus co-irmãos ingleses (Glastonbury, Reeding etc), o TiTP já tem uma longa tradição local (foi o 16o. ano do festival), com um line-up que não fica a dever a nenhum dos outros festivais de verão e com a galera escocesa na platéia, que é um show a parte – foram mais de 80 mil pessoas todos os dias, dançando e bebendo muito (como bebe essa galera). A organização foi bem bacana, sem grandes incidentes fora um atraso ou outro.

Destaques do festival: botas moderninhas (tipo galochas), saias curtas, cerveja sempre gelada (impressionante, em se tratando de Reino Unido) e, do lado negativo, a sujeira impressionante que a galera deixava no final do dia.

botas

These boots are made for walking – febre no T in the Park.

Este ano o festival chegou a ser criticado por trazer muitas atrações “pop” (Lady Gaga, Katy Perry etc), mas isso não chegou a comprometer. Do lado oposto, ofereceu atracões alternativas finas pra todos os gostos – dos mais tradicionais (tipo Edwyn Collins) aos mais moderninhos (tipo Passion Pit). Mas o grosso do festival acaba sendo mesmo do indie rock de guitarras sujas estilo inglês, com dezenas de bandas semelhantes buscando seu lugar ao sol.

Indo então ao ponto: os destaques. Na sexta, o show do Nick Cave foi simplesmente antológico: raivoso, enérgico, emocionante. Quando ele cantou “There she goes, my beautiful world”, a pedido de uma menina da platéia, a coisa toda quase veio abaixo. Warren Elis é um animal tocando todo tipo de instrumento esquisito com aquele estilo Charles Mason. Inesquecível. Mereceram destaque na sexta também o The Maccabees, empolgante, e Edwyn Collins, histórico.

 

Nick Cave e sua trupe do mal quebrando tudo no TiTP.

No sábado a coisa toda era descaradamente mais pop, mas nessa linha o único destaque foi mesmo o vestido “scotish-style” de Katy Perry (não vi o show, mas vi a foto). Musicalmente, quem arrebentou foi o Foals, colocando todo mundo pra pular enlouquecidamente, sem dó. E o encerramento do Nine Inch Nails foi também histórico, agora que Trent Reznor afirma que o NIN chegou ao fim. No TiTP fizeram um show violento, agressivo e que terminou com a dolorida e angustiada “Hurt”. Pena que não rolou a jam com o Jane’s Addiction, que parecia meio óbvia já que lançaram disco juntos e estavam ambos no festival. Acho que foi por causa dos atrasos.

 

O domingo era todo do Blur, como já se sabia. Mas quem mostrou presença de palco e maturidade foi o Passion Pit, com um show irrepreensível. Colocou todo mundo pra dançar, em um show curto e grosso.

Já o Blur foi o que se esperava: histeria coletiva, felicidade contagiante e hit após hit. Depois da tensão do quase cancelamento por conta do mal-estar do Graham Coxon então, o show teve mesmo um gosto de alívio. Todo mundo saia do chão nos hits: “Boys & Girls”, “Song 2″, “Parklife”, etc, e cantava junto as lentas. O encerramento com “The Universal” foi emocionante, com 85 mil pessoas cantando junto ” Yes, it really really really really could happen”… Aconteceu, cara. E foi bem foda.

O Blur colocando 85 mil pessoas pra pular.

O Blur chega ao fim. Vê se vc acha alguém que não esteja emocionado nesse momento.

Leia também:

  1. T in the Park: Terceiro dia
  2. T in the Park: Primeiro dia
  3. T in the Park
  4. T in the Park: Segundo dia
  5. Linkin Park em dezembro? E o AC/DC…

Comments

  1. Posted by Alessandro on 17 de July de 2009, 1:25 pm [Reply]

    Esse vídeo Song 2 é simplesmente demais! Me senti lá. rs

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