O sabado no T in the Park ja era um caos anunciado: ingressos sold-out faz tempo, cheio de atracoes pop (Lady Gaga, Katy Perry, The Killers) e alem de tudo com um dia lindo em Kinross.
Pra variar, minhas escolhas foram as menos obivias, comecando com o That Petrol Emotion, nascido das cinzas do Undertones em 1985. Show bom, competente, mas um tanto careta e ja cansativo. Mas dava pra ver bem sentado no gramado, como quase todo mundo.
O show do Horrors que viria na sequencia foi cancelado, entao ficamos com um tal de You and Me at Six, bandinha emo igual a qualquer outra em qualquer lugar do mundo. E aqui tb esse estilo tem seus fas, que fizeram barulho e pularam. Nao fiquei pra ver o que aconteceu.
Na saida passei pelo palco principal onde estava a Lady Gaga. Cara, eu NAO GOSTO de Lady Gaga, entao vou ate me abster de comentar. Mas uma coisa eh certa: a plateia estava lotadissima, e ela conduz o show como artista grande, mas essa coisa quero-ser-madonna me enche um pouco o saco. Mas enfim, eu disse que nao ia comentar…
Passada rapido no show do The Hours, banda interessante que fez um show bem agitado. A conferir.
No outro palco rolou o show do Noisettes, cheio de groove e funk e com uma energia vitaminada pela plateia (lotada) que empurrava a banda. A vocalista manda bem no palco, conduzindo o show com muito gas. O som eh bom, mas fica um pouco a sensacao de que esse estilo retro-sixties esta comecando a cansar. Mas valeu a pena.
Abri mao do Friendly Fires (que vao ao Brasil em agosto, so por isso) pra pegar o White Lies. Show rapido e barulhento, bombado tambem na plateia (em Londres tem cartaz do disco deles pela cidade inteira), mas que nao decepciona. A banda tem presenca e o vocalista sabe conduzir a galera, mas no final fica um gosto de “quero ser o Killers” no ar, ate pelo jeito de cantar do cara. E o pior eh que, com o Killers descambamdo de vez pro pop, capaz deles conseguirem.
O show do Foals, que veio na sequencia, foi simplesmente genial: vigoroso, dancante, enlouquecendo a plateia que nao parou de pular ate o ultimo hit (“Cassius”, obvio). Mostrou que a banda ja esta bem madura e pronta pra um palco principal.
Correndo mais um pouco (cansa viu) peguei o Ting Tings, que apesar da serie de problemas tecnicos fez um show legal, que atraiu bastante gente e empolgou principalmente nos hits.
O maior equivoco do dia foi tentar pegar o show do Of Montreal: show baguncado, cheio de problemas (pra vc ter uma ideia eles tiveram que REINICIAR o Mac deles no MEIO do show… problemas de uma banda eletronica, certo?) Mas nao eh so isso, achei que a banda se perde nessa coisa meio nerd-bizarra deles. Enfim, o show nao funcionou e nem fiquei ate o fim.
Por conta disso, peguei o Jane’s Addiction ja no final, mas deu pra sacar que o show foi barra pesada: rock de verdade, com um Perry Farrel empolgadissimo e quebrando tudo. So saiu do palco mesmo pq foi obrigado… queria ter visto mais.
O ultimo show do dia foi o Nine Inch Nails. Se vc acompanha esse blog sabe que pra mim o melhor show que vi ano passado foi o show deles na Argentina. E desta vez tambem nao decepcionou: com bem menos aparato tecnico, Trent Reznor colocou tudo abaixo no T in the Park: rock com raiva, violento e selvagem. Pra ir pra casa com os ouvidos zunindo. E aih fica a pergunta: e no Brasil, nada?
Shows que eu queria ter visto, mas nao deu: The Killers, The Specials (tinha muito fa dos caras la), Katy Perry, Glasvegas, Friendly Fires e Manic Street Preachers. Fazer o que, ne?
Leia também:
