Popload Gig

Publicado em 8 de June de 2009
Matt & a sorridente Kim.  Matt & a sorridente Kim.

Então foi assim: difícil falar de qualquer outra coisa dessa Popload Gig que rolou sábado e domingo aqui em São Paulo sem antes falar do Matt & Kim, banda de Nova York. Ou melhor dizendo do Matt e da Kim, das pessoas mesmo, figuraças empolgadíssimas que pareciam nem acreditar ter vindo tão longe mostrar seu indie-rock quase primata de tão básico. Básico e contagiante, diga-se de passagem: é quase impossível não se entregar a essa energia pura dos dois no palco. Kim não para de sorrir um minuto, Matt não fica muito atrás na simpatia, feito dois adolescentes. “Daylight”, seu maior hit, terminou o show em êxtase total, com direito a Kim descendo do palco pra dançar e abraçar a galera (!?). Contando assim parece até meio brega – mas acredite, não foi. Há algo de ingênuo nesses dois que contamina também o seu som, que soa alegre e festivo como a vida devia ser.

Coisa bem diferente do No Age, banda barulhenta de Los Angeles, que tocou antes, no sábado. Dois caras, pouca mise-en-scene, nenhuma frescura. Mas um barulho dos infernos, no bom sentido, uma massa de distorção que preencheu cada espaço do Clash. O som dos caras me lembrou uma espécie de mantra pós-apocalíptico, se repetindo até vc entrar em transe. Um puta show, que se não chegou a ser unanimidade na platéia empolgou bastante gente. Pena mesmo é que depois do Matt & Kim, muita gente não vai nem lembrar que viu o No Age.

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O mantra barulhento do No Age.

Já no domingo as estrelas eram os escoceses do The View. Confesso que era a banda que mais me interessava do line-up desse Popload Gig. Rockinho indie sujinho, que se não chega a inovar, pelo menos honra o estilo. Mas alguma coisa… Bom, sei lá, talvez pq fosse domingo e tal, a casa estava meio vazia… mas o fato é que o The View não chegou a empolgar (quer dizer, deixando de lado a galera lá da frente, que cantava junto e tal, mas do meio pra trás tinha gente até de costas). O lance é até meio estranho, pq competência os caras tem, o som é bom, a presença de palco é de banda grande, mas alguma coisa não rolou. Pena. Não chegou a ser frustrante, mas podia ser bem melhor.

Sobre o festival em geral: sábado tava cheio, domingo meia casa; mas em ambos os dias, garotas estilosas, garotos… indies (rs), o som muito bom. Contra, só o preço das bebidas, inacreditáveis. Ah! e pra não dizer que eu não falei nada dos nacionais… peguei o final do show do Holger, no sáb, e até que achei bem divertido.

Fotos e vídeo de Gabriel Chiarastelli.

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