O melhor e o pior de 2008
Escolher o melhor ou o pior de qualquer coisa é sempre um problema, ainda mais quando a gente fala de um show de rock. Pq depende muito não só da banda, mas da platéia, do lugar, até se por um acaso naquele dia vc não levou um pé da namorada e tal. Mas enfim, tentando levar em consideração todos os elementos possíveis, vou tentar fazer uma eleiçãozinha rápida:
O melhor de 2008: No Brasil, eu diria o Muse. Nem é uma banda que eu seja mega-fã nem nada, mas como eu tava dizendo acima, todos os elementos funcionaram: a platéia tava jogando a favor, a noite tava ótima, carrinhos vendiam cerveja no meio da multidão (como ninguém pensou nisso antes nas casas de shows?) e, é claro, o som impressionou, grandioso, barulhento, empolgante.
Não vale totalmente porque não foi no Brasil, mas o show que pra mim ganharia como o “melhor” foi mesmo o do Nine Inch Nails, que por causa dessas burradas brasileiras não tocou por aqui. Fui ver o show em Buenos Aires, em um festival promovido pela Pepsi. Eu já tinha visto (mais ou menos) o NIN no Claro que é Rock, mas naquela noite, depois de Iggy Pop e Sonic Youth, realmente eu não prestei muita atenção (mas me lembro de já ter ficado positivamente impressionado). Bom, dessa vez os caras detonaram: a apresentação inteira tem um puta gás, o Trent Reznor não cansa um minuto sequer, o baterista detona e o show não cansa um só segundo. E isso tudo sem falar na parafernália visual toda, que cria um clima todo especial. Showzaço.
Surpresa do ano: Não que seja realmente uma surpresa, mas eu pelo menos achei que o show do Bob Dylan tinha tudo pra ser chato e melancólico. Mas o velhinho ainda surpreende, sem concessões, e numa noite especialmente empolgada (pros padrões dele, claro), foi capaz de enlouquecer um Via Funchal que ficava tentando entender que música era aquela que ele estava cantando. Genial.
Pior show do ano: Pra mim, de longe, o MGMT. Esquisito, chato, progressivo. Tirando duas ou três músicas, dava quase pra vaiar. Mas pensando bem, eu já não gostava do disco…
Decepção do ano: Plastiscines. No estúdio o rockinho tosqueira das meninas funciona, e até que na apresentação-relâmpago que elas fizeram no Vegas parecia que ia empolgar ao vivo também. Mas no Via Funchal o som ficou murcho, a performance tímida, e apesar de serem muito gatas, não era difícil você se pegar prestando atenção em outra coisa no meio do show.
Balada do ano: Não foi o show do ano, pq os moleques ainda não têm esse peso todo. Mas o show-surpresa do Black Lips no Astronete, no domingo depois do SP Noise, foi de enlouquecer: clima de clubinho, barulheira, bebida boa – parecia até sábado.